Rio - O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, deixou claro na última segunda-feira que os ''baladeiros'' não teriam mais vez na seleção brasileira. O gosto pela noite já trouxe muitos prazeres e transtornos para o atacante Adriano, que chegou a admitir, em 2007, excesso no consumo de bebidas alcoólicas. Ontem, no entanto, ele ganhou um voto de confiança e elogios do técnico Dunga. Foi chamado para defender o Brasil nos jogos contra Argentina, dia 5 de setembro, em Rosário, e contra o Chile, dia 9 de setembro, em Salvador, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
A volta de Adriano foi a principal novidade na lista anunciada por Dunga nesta quinta-feira, no Rio. O atacante do Flamengo entra no lugar que foi ocupado por Diego Tardelli, do Atlético-MG, no último compromisso da seleção - o amistoso contra a Estônia, dia 12 de agosto, em Tallin. Além disso, o treinador escolheu o volante Lucas, do Liverpool, como substituto do contundido Kleberson e ainda manteve no grupo o lateral-esquerdo Filipe, do Deportivo La CoruÀa.
''Não é preciso falar da qualidade do Adriano. Ele sempre se comportou bem pela seleção'', disse Dunga, ressaltando que o atacante recuperou a alegria de jogar depois da saída conturbada da Inter de Milão. Após o jogo do Brasil contra o Peru, em Porto Alegre, no dia 1º de abril - foi a sua última partida pela seleção, quando ficou apenas no banco de reservas -, Adriano não voltou para a Itália e chegou a ser considerado desaparecido. Passou três dias com amigos na Favela Vila Cruzeiro, onde nasceu, na zona norte do Rio.
Desgastada com mais um ato de indisciplina do artilheiro, a diretoria da Inter decidiu rescindir o contrato do jogador, que dizia estar infeliz em Milão e com saudade da família e dos amigos da Vila Cruzeiro. Adriano, então, anunciou até que pararia de jogar por tempo indeterminado. Em maio, porém, ele acertou o retorno para o Flamengo, time que o revelou. E, com gols, reconquistou a torcida flamenguista e a admiração de Dunga. ''Ele teve problema na volta ao Brasil, passou um tempo sem treinar, mas deu a resposta em campo'', elogiou o treinador.
Contra a Argentina, Adriano costuma bilhar. O atacante fez nos acréscimos o gol de empate da seleção na decisão da Copa América de 2004, quando o Brasil levou o título nos pênaltis. No ano seguinte, reencontrou os argentinos na final da Copa das Confederações e fez dois gols na vitória por 4 a 1.

mockup