São Paulo - O atacante brasileiro Adriano não sofrerá nenhuma punição por ter marcado um gol com a mão na vitória de 2 a 1 de sua equipe, a Inter de Milão, no clássico contra o Milan do último domingo, pelo Campeonato Italiano.
A decisão foi tomada pelo juiz esportivo Gianpaolo Tosel, que se negou a atender a acusação feita pela federação italiana de futebol. Ele analisou as imagens do lance e concluiu que o brasileiro não tocou a bola intencionalmente.
"O árbitro validou o gol, já que não tinha certeza se o jogador bateu a bola voluntariamente com o braço e que não tinha a percepção de que esse gesto representa um comportamento antidesportivo", comentou Tosel.
Adriano abriu o placar no primeiro tempo, após cruzamento do lateral-direito Maicon. O triunfo por 2 a 1 manteve o time na ponta do Italiano, com 56 pontos, com 11 de vantagem sobre o Milan - que está na terceira posição.
O atacante admitiu que a bola realmente tocou sua mão, mas disse que o movimento foi involuntário. Com isso, ele escapou de uma punição de dois jogos - pena cumprida por Alberto Gilardino, da Fiorentina, em lance similar no confronto com o Palermo.
"É verdade, toquei com a mão, mas foi involuntário, não queria tocá-la. Queria cabecear, foi algo que fiz instintivamente. Acho que foi involuntário e todos viram que foi assim", disse Adriano, que ganhou a decisão como "presente de aniversário" - completou ontem 27 anos.

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