São Paulo - O relógio já marcava 12h30 e Adriano ainda não tinha aparecido. Atrasado, logo em sua apresentação? Ele chegou 10 minutos após o horário marcado para a sua primeira entrevista coletiva, mas, para alívio dos corintianos, não foi por sua culpa. Ao lado da mãe, Rosilda, da avó, dona Vanda, e do irmão, Tiago, o Imperador viu que será bem-vindo em sua nova casa, onde foi bastante assediado já no caminho entre os vestiários e a sala de imprensa do CT do Parque Ecológico. Estava sorridente e impressionado com tanto jornalistas - quase a mesma quantidade da despedida de seu padrinho Ronaldo.
Ronaldo, por sinal, fez questão de aparecer no clube para dar as boas-vindas ao amigo. ''Boa tarde, vim aqui dar as boas-vindas ao meu amigão, parceiro e desejar toda a sorte do mundo, que conquiste logo a Fiel que tudo será mais fácil'', foi a dica do antigo ao novo atacante do Corinthians.
Já vestido com a camisa do Corinthians e com a fiel companheira, a bola, debaixo do braço, Adriano ganhou um uniforme das mãos de Ronaldo, com seu número, o 10, e uma inscrição: ''Do Império à República'', lema da contratação de Adriano, apelidado de Imperador desde a época da Itália e numa alusão à República Popular do Corinthians, como foi batizado o CT Joaquim Grava.
Antes da aparição de Ronaldo, Adriano já havia se emocionado com o discurso do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez - ''Como presidente, é uma honra e prazer dar as boas-vindas ao Adriano e sua família. Estamos de braços abertos para dar-lhe carinho, sucesso e tudo que ele necessita para fazer o que sabe, que é jogar bola'', disse o dirigente -, e ao ver um depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num telão, no qual, por três minutos, ainda foram exibidos alguns gols de Adriano, muitos pela seleção brasileira, para onde ele pretende voltar com boa aparição pelo Corinthians.
Sem uma grande festa de apresentação, descartada pela própria diretoria do clube, Adriano ainda não recebeu o calor do torcedor corintiano. Teve apenas uma pequena prévia, com alguns torcedores que, do lado de fora do CT, já cantavam músicas de incentivo ao atacante.
A chegada foi sob forte esquema de segurança. Além dos ''homens de preto'', cerca de 20 policiais militares estavam no CT para evitar possíveis manifestações negativas da torcida. Mas Adriano viu que nada disso acabou sendo preciso, numa prova de que tem tudo para dar certo em seu novo lar.
Ao todo, foram 30 minutos de entrevista coletiva e 27 perguntas respondidas, até mesmo as mais polêmicas. Adriano não fugiu de nada e promete ser assim em campo, para poder conquistar definitivamente o torcedor corintiano. ''É um prazer fazer parte dessa família do Corinthians. É um sonho para mim estar aqui. Vou fazer tudo para entrar no coração dos torcedores, que, para mim, é o mais importante'', avisou o reforço.

mockup