Ed Carlos Rocha
De Curitiba
A estréia do Atlético em sua primeira competição internacional, a Taça Libertadores da América, já está marcada. O Rubro-Negro, que está no Grupo 1, vai enfrentar o Alianza Lima, em Lima, Peru, no dia 16 de fevereiro. A torcida vai poder ver de perto o time no dia 23 de fevereiro, quando jogará na Arena da Baixada contra o Emelec, do Equador.
O terceiro jogo do Atlético é contra o Nacional, em Montevidéo, Uruguai, no dia 29 de fevereiro, fechando o primeiro turno. No returno, o Rubro-Negro recebe o Alianza na Arena da Baixada no dia 16 de março.
Depois vai a Guaiaquil, no Equador, enfrentar o Emelec no dia 22 de março. A participação na primeira fase será encerrada em Curitiba, no dia 12 de abril, contra o Nacional (veja quadro nesta página).
Para a próxima fase, classificam-se os dois primeiros de cada um dos oito grupos que compõem a Libertadores deste ano. Se o Rubro-Negro ficar em primeiro, vai enfrentar o segundo do Grupo 8, que conta com Atlético Mineiro, Bolivar (Bolívia), Cobreloa (Chile) e o terceiro colocado do campeonato do Uruguai. Se o Atlético ficar em segundo, enfrenta o primeiro do Grupo 8. Nesta fase inicia-se o mata-mata, que segue até o final da competição.
Na Seletiva para a Libertadores, o Rubro-Negro se deu bem nesse sistema, eliminando Portuguesa, Coritiba, Inter, São Paulo e Cruzeiro.
E, se depender da diretoria e dos próprios jogadores, o Atlético deverá chegar longe na sua primeira Libertadores. O presidente Ademir Adur já garantiu que, apesar de alguns jogadores poderem ser vendidos, como o caso do lateral-direito Alberto, que foi negociado para o Udinese, da Itália, por US$ 3 milhões, o clube irá contratar bons jogadores para reforçar o time.
‘‘A nossa idéia é entrar na competição não apenas para participar. Vamos fazer de tudo para representar bem o Brasil e chegar o mais longe possível’’, diz Adur.
Para os jogadores, o que vale mesmo é a projeção que a competição traz. O mais empolgado deles é o meia Adriano. Além de já estar se destacando na Seleção Pré-Olímpica, o jogador espera um retorno muito grande com a Libertadores. ‘‘É a competição que todo jogador sonha em participar desde criancinha, pois dá a possibilidade de chegar a Tóquio para disputar o Mundial (Copa Toyota)’’, diz ele.
O meia está esperando tanto pela Libertadores que já garantiu: se depender dele, não sai do Atlético agora. Segundo Adriano, já houve boatos de uma possível transferência para a Europa. ‘‘Quero ficar no Atlético pelo menos mais um ano para disputar a Libertadores e ajudar a equipe a chegar longe’’, afirma ele. ‘‘Sei que pode haver alguém interessado no meu passe, mas se o Atlético quiser eu vou dar preferência para continuar no clube.’’

mockup