Sessenta e quatro skatistas radicalizaram ontem no Jardim Botânico de Londrina, durante o primeiro campeonato de Skate Velocidade Down Hill. A competição começou de manhã com treinos e tomadas de tempo, mas se estendeu ao longo de todo dia com as provas, disputadas em um circuito de 1.200 metros.
Depois de definida a classificação de tempos, os competidores se dividiram em baterias com quatro participantes em cada uma. Dada a largada, os skatistas seguiam disparados ladeira a baixo, chegando a uma velocidade média de 75 km/h, o que para os mais experientes é considerado "tranquilo". Para dificultar um pouco mais foram colocados obstáculos para passar em zigue-zague.
A disputa terminava em uma longa curva, exigindo muita habilidade e equilíbrio. "Ali é que a coisa se decide, onde a briga fica mais acirrada e tem que ter muita habilidade", disse o skatista Paulo Poltroneri.
O trecho também era responsável pela maioria dos tombos, por isso estar bem protegido era uma exigência para participar da competição. "Pelo menos joelheira, cotoveleira e capacete fechado, senão nem podia fazer inscrição", ressaltou Douglas Figueiredo, um dos organizadores e integrante da Associação Londrinense de Skate Velocidade.
Além da adrenalina de descer voando baixo em um long board down hill, os skatistas competiam por prêmios valiosos para quem é adepto do esporte. Para o primeiro colocado a premiação era de R$ 1,5 mil em equipamentos, para o segundo R$ 1,4 mil e para o terceiro R$ 1,3 mil.
E não foram apenas londrinenses que desceram a ladeira em busca dos prêmios. A competição contou com a participação de atletas de diversas cidades do Paraná e até de São Paulo. Carlos Augusto Paixão, por exemplo, veio de Maringá. Mais conhecido como "Guto Negão", ele é o atual líder do ranking nacional, na categoria amador e, no próximo dia 15, disputa a última etapa do Campeonato Brasileiro de Skate Velocidade. Foi o vencedor da competição em Londrina. "É uma descida boa, de um nível mais para iniciantes mesmo, mas não quer dizer que está fácil", avaliou logo após a primeira bateria.
As disputas foram bem democráticas, sem divisão por idades, sexo ou nível no esporte. Vanessa de Souza da Silva, por exemplo, já pratica o esporte há quase dois anos e também veio de Maringá para disputar a competição. "Antes era mais difícil, mas hoje em dia é bem mais democrático o esporte", afirma a jovem de 21 anos.
Para dois atletas, especificamente, uma das baterias foi especial. Paulo Claudio Gomes e Marlon Gomes são, respectivamente, pai e filho. Além de caírem juntos na mesma prova, saíram vencedores, já que apenas dois se classificavam para a próxima etapa. Marlon chegou em primeiro com 1min08seg e Paulo em segundo com 1min10seg. "Foi uma surpresa muito grande. Eu sempre falo pra ele: 'você não é meu filho, é meu parceiro'", disse o pai.
Além do campeão "Guto Negão", o pódio do campeonato teve João Ogava na segunda posição e Andrew Dassi na terceira.

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