Adrenalina e contemplação à natureza
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domingo, 06 de agosto de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Para descontar o estresse, nada melhor do que a prática de um esporte radical no fim de semana. Se a atividade incluir uma boa dose de adrenalina, competição e troca de experiências entre os companheiros, melhor ainda. Foi essa combinação que levou 75 praticantes da cidade, de outras localidades paranaenses e de outros estados a participar do 7º Encontro de Escalada de Londrina.
Ontem, os participantes fizeram escaladas na Serra do Cadeado, em Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana). A programação do encontro, porém, começou sábado, na antiga pedreira do Conjunto Cafezal (Zona Sul de Londrina). O local é o principal ponto para a prática do esporte dentro da cidade.
Um dos destaques do evento foi a participação do escalador Fábio Muniz, 37 anos, de Petrópolis (RJ), que já foi quatro vezes campeão brasileiro da modalidade. Ele explica que a escalada na rocha é feita exclusivamente com o uso das mãos e dos pés para subir. O equipamento de segurança obrigatório é usado apenas para evitar acidentes.
No final da tarde de sábado, Muniz proferiu a palestra Evolução Técnica e o Alcance da Escalada Esportiva. Segundo ele, a prática do esporte depende de três itens básicos: visualização, encaixes e ritmo. A visualização é o plano de ação, a estratégia que será usada na subida. Os encaixes são os tipos de movimento que serão utilizados e o ritmo é a velocidade que o escalador vai imprimir, ensina.
O equipamento de segurança indispensável para a prática inclui, além das cordas, a cadeirinha, que fica presa ao corpo do escalador, sapatilha especial e um saquinho de magnésio para impedir a mão de suar e evitar o risco de escorregões.
Os praticantes sabem que a visualização é importante para quem vai subir uma parede. A paulistana Fernanda Barreto Bortoleto, 21, destaca que é necessário ler a via escolhida antes de iniciar a escalada. Assim, a gente já sabe, de antemão, os movimentos que vamos precisar fazer, disse a escaladora, que pratica o esporte há oito meses.
Conhecido como Kalango, Júlio Donati, 24, é um dos mais experientes entre os participantes do encontro. Para ele, o que mais atrai no esporte é a oportunidade de unir a prática esportiva ao contato com a natureza. Desde que comecei a praticar, me viciei. A escalada não tem limites. Mais gostoso do que competir contra os adversários é superar os próprios limites, avalia o escalador, que pratica o esporte há oito anos. A exemplo dos companheiros, os treinos de Kalango são em paredes indoor durante a semana.
O grau de dificuldade das vias, que são os caminhos por onde os desbravadores já passaram, varia de acordo com altura, a inclinação da parede e o número de pontos onde o escalador pode agarrar para subir.
A aventura do encontro de escalada de Londrina ficará registrada pelos próprios participantes inscritos no evento. A programação prevê um concurso de fotografia nas categorias escalada e natureza. Os vencedores participarão de uma exposição.


