São Paulo, 28 (AE) - Só o ódio ao Palmeiras foi capaz de unir são-paulinos e corintianos, hoje, no Morumbi. Nos arredores do estádio, no intervalo entre uma briga e outra, ambas as torcidas fizeram questão de consumir as camisas do Manchester United, adversário do Alviverde, terça-feira, em Tóquio, na decisão do Mundial Interclubes. Foi o artigo que mais fez sucesso, segundo os vendedores ambulantes.
Além das já conhecidas camisas batizadas de "Timãochester", metade Corinthians e metade Manchester, as banquinhas ostentavam camisetas "puras" do time inglês, todas vermelhas, especialmente para os são-paulinos. "Todos estão contra o Palmeiras aqui", disse Anderson Floriano Correia, que vendia camisetas próximo aos portões que davam acesso à torcida do São Paulo.
As camisas do Manchester e do Timãochester custavam mais caro que as demais: R$ 15,00, contra R$ 13,00 ou R$ 12,00 de uma do Corinthians ou do São Paulo. "A camisa Timãochester é a que mais vende; queria ter mais umas 20 delas", disse Edimar Silva Pinheiro. "Os são-paulinos também compram, mas compram menos: são pão-duros", disse Edivaldo Silva, outro ambulante, decepcionado com a presença de público no Morumbi, apesar dos tricolores serem maioria.
Antes de viajar para o Japão com o Palmeiras, o técnico Luiz Felipe Scolari havia dito que não contava com o apoio dos corintianos, mas dos são-paulinos, sim. Segundo ele, foram inúmeras as manifestações de apoio dos tricolores. No sábado, Scolari e o jogador Raí conversaram por meio de uma emissora de rádio e um desejou boa sorte ao outro nas decisões que estão vivendo.
Blitz - Os ambulantes puderam trabalhar à vontade, hoje, no Morumbi. Durante a primeira fase do Campeonato Brasileiro, o Sindibol (sindicato que representa os clubes do Estado de São Paulo) andou comandando buscas antes das partidas, com o objetivo de apreender material esportivo "pirata", que não dão royalties aos clubes. Na fase final, porém, a fiscalização relaxou.

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