São Paulo - Em três jogos sob o comando de Adílson Batista, o São Paulo somou quatro pontos, frutos de uma vitória, um empate e uma derrota. Um detalhe, no entanto, pesa contra o trabalho do treinador. O único triunfo foi obtido longe do Morumbi, diante do Coritiba. Nos outros dois jogos, ambos realizados ao lado de seu torcedor - frente Atlético-GO e Vasco -, o Tricolor não conseguiu vencer.
Adílson terá mais uma oportunidade de levar o São Paulo à vitória no Morumbi, nesta noite, quando o time recebe o Bahia, a partir das 21 horas.
Para ver seu time deixar o gramado ao final dos 90 minutos com os três pontos, o técnico vem trabalhando muito a parte defensiva. E ele tem razão em dar ênfase a esse setor. Nos três jogos sob seu comando, o goleiro Rogério Ceni sofreu sete gols. ''Tem de trabalhar, conversar, mostrar, explicar. Eu vejo potencial. Estou aqui para corrigir e tenho certeza de que vamos melhorar'', avisou Adílson.
Diante do Tricolor baiano, a dupla de zaga será formada por Rhodolfo e Luiz Eduardo. Além dos dois, o clube tricolor tem para a zaga Xandão, que está machucado, e Bruno Uvini, que está na seleção brasileira sub-20. Sem muitas opções, Adílson já conversou com a diretoria sobre os reforços para o setor e está otimista quanto ao sucesso das negociações. ''A diretoria está trabalhando e tem consciência disso também. Podemos ter novidades em breve''.
Uma das novidades para o jogo desta noite é o retorno de Denílson, que cumpriu suspensão, ao meio-campo. O principal candidato a deixar o time é Jean, que voltou a jogar em sua posição de origem após a contratação do paraguaio Piris. ''Eu vejo que o Wellington tem condições de fazer a função de segundo volante. Posso fazer isso também com o Ilsinho. E o Denilson é o primeiro volante e sentimos a falta dele na última partida. Ele foi importante nos dois jogos que atuou'', justificou o treinador são-paulino, que também contará com Juan, outro que não enfrentou o Vasco por estar suspenso.
Engasgado
Adílson Batista não quer novamente cair na armadilha do Bahia. Quando ainda comandava o Atlético Paranaense, perdeu em plena Arena da Baixada para o rival por 2 a 0 e, após a partida, pediu demissão. ''Jogamos contra eles, foram quatro contra-ataques e fizeram dois gols. Precisamos tomar os devidos cuidados'', explicou.
A maior preocupação de Adilson é com a velocidade do ataque baiano, que tem Jobson em boa fase. Para o técnico, o São Paulo precisa aprender a jogar em seu campo contra adversários que atuam fechados para dar um bote no primeiro vacilo. ''Temos de criar alternativas, tentar sair mais, furar o bloqueio, fazer o primeiro gol para que o adversário se abra. Cabe a gente se impor''.
Do lado baiano, a aposta realmente será nos contra-ataques. Ao lado de Jobson estará Reinaldo, ambos municiados por Lulinha, que ficou com a vaga do lesionado Carlos Alberto. Os demais jogadores do meio-campo têm características mais defensivas: Fahel, Diones e Fabinho.





EM SÃO PAULO

São Paulo

Rogério Ceni; Piris, Rhodolfo, Luiz Eduardo e Juan; Denílson, Wellington, Carlinhos Paraíba e Rivaldo; Lucas e Dagoberto. Técnico: Adílson Batista

Bahia

Marcelo Lomba; Marcos, Titi, Paulo Miranda e Ávine; Fahel, Fabinho, Diones e Lulinha; Jobson e Reinaldo. Técnico: René Simões

Árbitro: Márcio Chagas da Silva (RS)
Estádio: Morumbi
Horário: 21 horas

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