Curitiba - O Atlético anunciou ontem a demissão do técnico Geninho. A saída do treinador, que ficou pouco mais de um mês no cargo, foi informada um dia depois de o Furacão vencer o Paraná por 3 a 2, pela sétima rodada do returno do Estadual. Hoje, o clube deve confirmar oficialmente Adílson Batista, demitido recentemente do Santos, como novo técnico.
Ontem, em uma entrevista coletiva no CT do Caju, Geninho se disse magoado com o presidente do Atlético, Marcos Malucelli. O treinador afirmou que a decisão de demití-lo foi tomada antes da partida contra o Paraná, mas ele só teria sido avisado depois. ''Fiz o jogo (contra o Paraná) já com a minha demissão definida. Sabemos que colegas de profissão foram contatados (pelo Atlético) tempos atrás. Acho que as coisas poderiam ter sido feitas de outra maneira'', apontou Geninho, comandante do time na campanha do título brasileiro de 2001.
O Atlético é o vice-líder do returno do Paranaense, cinco pontos atrás do Coritiba. Apesar das vitórias recentes, o futebol apresentado pelo time vem sendo muito criticado.
De acordo com Geninho, o motivo alegado para sua demissão foi a ''pressão'' que sua permanência vinha gerando. ''Mas se o Atlético demitir todo mundo que for pressionado, só vai sobrar o presidente'', ironizou. ''Fico magoado por como as coisas aconteceram. Gosto de falar olho no olho, e que me tratem assim também.''
Ele citou outra passagem pelo clube, entre 2008 e 2009, e seus números mais recentes no comando do Furacão. ''Sempre dei a cara para bater. Em 2008, o time tinha 90% de chances de ser rebaixado (no Campeonato Brasileiro). Ajudei o Atlético a se salvar e depois fui campeão paranaense. Agora, em 40 dias, foram oito vitórias, um empate e uma derrota, 83% de aproveitamento. Em números, esse trabalho não pode ser contestado'', afirmou. O treinador reclamou que teve apenas uma semana livre, sem jogos, para treinar o time.
Geninho foi além e disse que nunca mais trabalhará no clube. ''Isso não é uma despedida, é um adeus. É a minha última passagem pelo Atlético. Guardo boas lembranças. O Atlético me deu o meu maior título (campeão brasileiro). Gosto de Curitiba, gosto do Atlético. Mas chega uma hora que tem que dar um basta'', desabafou o treinador.
O diretor de futebol Valmor Zimermann disse ontem que a decisão de demitir Geninho veio da cúpula atleticana e não passou pelo departamento de futebol. ''É triste, mas o clube é maior e a vida continua'', disse o diretor. Marcos Malucelli, que está em viagem ao exterior nessa semana, não foi localizado para comentar o assunto.

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