Santos - O Santos vai treinar pouco e descansar muito para recuperar as energias e ter o time inteiro fisicamente para cruzar com o Corinthians, neste domingo, no Pacaembu. Após a estreia na Copa Libertadores da América contra o Deportivo Táchira, na Venezuela, a delegação iniciou a viagem de volta no começo da tarde de quarta-feira e desembarcou ano Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), quase às 5 horas desta quinta. Os jogadores se queixaram de cansaço e da turbulência enfrentada durante o voo, impedindo que eles descansassem.
Entre San Cristóbal e Santos, o time teve que enfrentar dois voos e duas viagens de ônibus. A primeira durou uma hora, entre San Cristóbal e São Domingos. Lá a delegação embarcou para Caracas, num voo que teve uma hora de duração. Na capital venezuelana, os santistas hospedaram-se num hotel, onde aguardaram o horário do embarque para São Paulo, às 22h05 (horário de Brasília). Depois de seis horas e 40 minutos, às 4h40, o Santos desembarcou em Cumbica e de lá seguiu de ônibus até o Centro de Treinamento Rei Pelé. Antes de serem dispensados, os jogadores realizaram treino físico leve e só voltam a trabalhar na tarde desta sexta.
Apesar de deixar no ar preocupação com relação à maratona enfrentada pelos jogadores da seleção brasileira sub-20, especialmente Neymar, Adilson Batista vai escalar o que tem de melhor para o clássico. Até pode ressuscitar o esquema com três atacantes para a volta do velocista Maikon Leite. A principal pista que o treinador deu foi trocar o treino marcado para esta quinta por um período maior de descanso. Sinal que ele quer todos os jogadores em boas condições para domingo.
É que a vitória no clássico apagará a má impressão deixada pelo fraco futebol mostrado pelo time no empate por 0 a 0 contra o Deportivo Táchira. E também terá valor especial para Adilson, demitido pelo Corinthians depois de sete resultados negativos no Campeonato Brasileiro do ano passado.
Ainda na Venezuela, Adilson disse que Neymar é um ser humano e não máquina. Ele se referia ao confinamento de um mês e meio, treinos, e os sete jogos pela seleção campeã do Sul-Americano Sub-20 e um pelo Santos (contra o Deportivo Táchira) que o jovem atacante enfrentou no começo da temporada. Sua declaração até poderia indicar a intenção de preservar a maior estrela santista, tirando-o do jogo contra o Corinthians.
Mas Neymar vai para o jogo. No desembarque, o garoto não falou com os jornalistas, por determinação do clube. Se falasse, certamente diria que quer jogar. O mesmo acontece com a alta cúpula santista que jamais perdoaria Adilson se ele tirar Neymar do clássico. Basta lembrar o que aconteceu com Dorival Júnior, no ano passado.

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