São Paulo - O São Paulo apresentou ontem o técnico Adilson Batista, que assume o lugar deixado por Paulo César Carpegiani. Vindo de três trabalhos ruins - em Corinthians, Santos e Atlético Paranaense -, o treinador chega sob desconfiança da torcida e teve que se defender das críticas já em sua primeira entrevista coletiva no CT da Barra Funda (zona oeste de São Paulo).
Adilson ponderou que a análise é de um período curto, de oito ou nove meses, que não apagam o que ele fez no Cruzeiro, há um ou dois anos. ''Isso (desempenho pelo time mineiro) contribuiu para que o São Paulo me trouxesse'', disse o treinador, que entende que passou por um período de ''turbulências''. ''Estou mais maduro, consciente e tranquilo''.
Agora no São Paulo, ele quer dar a volta por cima. ''É uma oportunidade única, um desafio importante na minha carreira. Venho preparado e confiante. É uma oportunidade de alavancar minha carreira em um clube que sempre desejei trabalhar'', avaliou Adilson Batista, que se considera jovem e com boa perspectiva de carreira. ''Ainda tenho uns 17, 20 anos no futebol''.
A diretoria, porém, não parece ter a mesma confiança. Tanto que ofereceu ao treinador um contrato de apenas seis meses, com possibilidade de extensão até 2012. A ideia é classificar o time para a Copa Libertadores da América e, com isso, manter Adilson, que já levou o Cruzeiro até a final do torneio, em 2009. ''Sei da importância que será comandar o São Paulo. O que o clube pensa é o que pretendo na minha carreira. Fiz boas campanhas no Brasileiro e Libertadores. Bateu na trave, mas uma hora entra'', afirmou o treinador.
Adilson chegou ao São Paulo elogiando o elenco e exaltando a vice-liderança do Brasileirão. ''É um bom elenco, de excelentes jogadores. Estão chegando jogadores, além de alguns que estão voltando. É um time jovem e leve. As duas vitórias impulsionam e dão tranquilidade ao grupo, a ambição aumenta, e isso é muito importante''.

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