Rio - O tempo é curto. Portanto, era preciso agir com rapidez. Poucas horas depois de demitir o técnico Dorival Júnior, ainda na noite de segunda-feira, o Vasco contratou nesta terça Adilson Batista com a inglória meta de salvar o clube de um segundo rebaixamento em cinco anos. Em São Januário, o treinador assumiu um time que ocupa a 18ª colocação no Campeonato Brasileiro com apenas sete rodadas a disputar e sob a pressão de uma torcida que sofre com a possibilidade de retornar à Série B.
"Vejo potencial nesse grupo. Vou tentar encontrar as soluções para diminuir os erros e voltar a ter confiança", disse Adilson Batista. "São sete decisões, então vamos enfrentar o desafio e respirar Vasco a partir de agora".
Desempregado desde que deixou o Figueirense, que disputa a Série B, há mais de dois meses, o técnico de 45 anos disse que não se sentiu intimidado em nenhum momento em assumir um time à beira do descenso com tão pouco tempo para empreender uma reação. "Às vezes é gostoso esse tipo de desafio e estou preparado. Não dá para dizer não para um Vasco da Gama", argumentou.
Adilson Batista já chega com pouco tempo para fazer ajustes antes de um compromisso complicado. Neste sábado, partida contra o Coritiba, em Macaé (RJ). Os paranaenses abriram distância para a zona de rebaixamento, mas ainda estão ameaçados.
Uma das maiores preocupações da torcida é o gol. Alessandro falhou decisivamente na derrota para a Ponte Preta, no último domingo. Antes dele, Michel Alves e Diogo Silva também fracassaram. "Não é hora de fazer experiências, de apostar nesse ou naquele. Vou conversar com o Carlos Germano (preparador de goleiro) e passar confiança para que haja uma sequência boa. Serão 40 dias de trabalho, de dedicação", prometeu o novo técnico do time carioca.

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