Adeus, Cruyff
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quinta-feira, 24 de março de 2016
Folhapress 
São Paulo - O holandês Johan Cruyff, 68 anos, morreu ontem após lutar contra um câncer no pulmão. A doença havia sido diagnosticada em outubro de 2015.
A morte do holandês foi confirmada em um comunicado na página do ex-jogador. "Em 24 de março de 2016, Johan Cruyff morreu pacificamente em Barcelona, cercado de sua família após uma dura batalha contra um câncer", registrou o comunicado.
Cruyff iniciou a carreira no Ajax, em 1964, com apenas 17 anos. Ganhou destaque no início da década seguinte, ao ser o líder do Ajax tricampeão europeu (1971, 1972 e 1973).
Em agosto de 1973, se transferiu para o Barcelona. Na época, Cruyff era o detentor do prêmio Bola de Ouro, concedido pela revista France Football ao melhor jogador da Europa.
Principal jogador da seleção holandesa na Copa do Mundo-1974 - time que ficou conhecido como "Laranja Mecânica" - ele imortalizou a camisa 14. Mesmo com a derrota na final para a anfitriã Alemanha Ocidental, Cruyff deixou o torneio sendo chamado por alguns de "Pelé Branco".
Em sua carreira, Cruyff vestiu ainda a camisa de Los Angeles Aztecs, Washington Diplomats, Levante e Feyenoord.
Após encerrar a carreira de jogar Cruyff dirigiu o Ajax e o Barcelona. Ele levou o clube espanhol ao tetracampeonato nacional entre 1990 e 1994, além do titulo inédito da Copa dos Campeões da Europa, em 1992. "Para mim, está junto de Pelé, Garrincha, Beckenbauer e Maradona. Ele também foi um dos melhores técnicos, uma grande referência para o que o Barcelona vem fazendo", afirmou Zico.
Fumante inveterado durante o período de jogador, o holandês só largou o vício em 1991, quando passou por cirurgia no coração. A partir de então, se dedicou a campanha contra o tabagismo.
"O futebol me deu tudo o que eu tenho nesta vida, e o cigarro quase me tirou tudo", sentenciou o próprio Cruyff.


