Imagem ilustrativa da imagem Adeus ao sonho olímpico
| Foto: Kelly Nascimento/Brazil Photo Press/Esta
Elenco prometeu o ouro como forma de homenagear o goleiro palmeirense, que chorou ao deixar a delegação



Brasília – O goleiro Weverton, do Atlético-PR, é o substituto de Fernando Prass na seleção olímpica. Ele foi convocado ontem à noite, se apresenta hoje, em Brasília, e já participa do treino da tarde. O Brasil estreia nos Jogos do Rio na quinta-feira, contra a África do Sul.

É a primeira convocação do goleiro de 28 anos para a seleção. Weverton nasceu em Rio Branco, no Acre, começou na base do Juventus local e em 2006 chegou à base do Corinthians, onde se profissionalizou. Passou por alguns clubes e está no Atlético desde 2012. No ano passado, foi considerado um dos melhores goleiros do Campeonato Brasileiro.

Ele tem duas características que agradam bastante ao técnico e ex-goleiro Rogério Micale: sabe sair jogando com os pés e também é bom pegador de pênaltis. Virá para ser titular, mas poderá ficar na reserva de Uilson contra os sul-africanos.

A primeira opção de Micale era Diego Alves, do Valencia. No entanto, além da dificuldade de liberação por parte do clube espanhol, pesou o fato de o goleiro estar em pré-temporada. A falta de ritmo poderia ser um complicador numa competição de apenas 17 dias. Outra opção era Alisson, também não cedido pela Roma.

CHORO
O corte de Fernando Prass foi oficializado na madrugada de ontem, após ressonância magnética constatar a fratura do cotovelo direito. O goleiro chorou bastante com o fim do sonho olímpico. Ele será submetido a uma cirurgia amanhã, está fora da temporada e disse que agora vai se concentrar na recuperação. "Agora temos de pensar em recuperar e pensar no Palmeiras. Volto para casa agora. Graças a Deus tenho esse clube que me acolheu muito bem, meus companheiros, a torcida", disse ao SporTV. "A recuperação a gente não sabe ainda, mas provavelmente vai ser um pouco longa. Procuro agora pensar em recuperar bem, sem pensar em prazo, mas em recuperar bem."
Prass elogiou o jovem grupo da seleção olímpica, mas não vê fundamento em um pacto para ganhar o ouro olímpico como forma de homenageá-lo. "O pessoal tem de ganhar a Olimpíada por eles, por tudo o que foi feito, independentemente de eu estar lá ou não."

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