Pela segunda vez este ano a Associação dos Deficientes Físicos de Londrina (Adefil) se sagrou campeã da etapa londrinense dos Jogos Abertos Paradesportivos do Brasil. Na competição realizada este final de semana, no Ginásio do Moringão, a equipe anfitriã conquistou o maior número de medalhas, com 16 de ouro, seis de prata e cinco de bronze.
Em segundo lugar ficou a equipe de Ponta Grossa e em terceiro a de Maringá. Os jogos receberam 50 atletas de cinco cidades do Sul do País. A Adefil já havia sido campeã da etapa anterior, em Ponta Grossa.
O saldo mais importante, porém, segundo o técnico de atletismo da Adefil, Valdemir de Oliveira, o Jango, não foram os resultados em si, mas a participação maciça dos atletas que se inscreveram, a maioria competindo em mais de uma modalidade. Houve provas de atletismo, halterofilismo, tênis de mesa e natação. ''Como o objetivo principal deste campeonato é trazer para o esporte novos portadores de deficiência, ficamos muito satisfeitos. E o público de Londrina vibrou, pois nunca tinha visto aqui tantas provas paradesportivas'', comentou Jango.
O treinador, aliás, foi um dos destaques, conquistando para a Adefil quatro medalhas de ouro: no halterofilismo, lançamento de dardo e disco, e arremesso de peso. O melhor índice técnico foi de outro londrinense, Lauro Pinta Júnior, que ganhou sete medalhas: duas de ouro no halterofilismo, outras duas no atletismo (arremesso de disco e de peso) e uma na natação (100m livre). Ganhou ainda a prata no lançamento de dardo e nos 50 metros na natação.
Pinta Júnior queixou-se, porém, da falta de patrocínio. ''Embora os campeonatos paradesportivos estejam crescendo e tenham o importante papel de inserir socialmente o deficiente físico, a falta de investimento ainda é grande. Em Londrina, os incentivos que recebemos não são suficientes para aproveitar todo o potencial. Eu, por exemplo, não tenho patrocínio'', relatou.
Segundo o presidente da Adefil, Paulo Lima, Londrina tem aproximadamente 15 mil portadores de deficiência física e um ''grande potencial'' para vir a ter um atleta na Paraolimpíada de Pequim em 2008. ''Material humano nós temos. Mas como a maioria dos nossos atletas é carente, falta apoio privado para que eles possam ter uma estrutura mais profissional, com fisioterapia, nutrição especial e verba para as viagens'', comentou.

mockup