Adap Galo investe na modernização
Vice-campeã estadual em 2006, a Adap não quis mais saber de Campo Mourão, onde se estabeleceu nos últimos anos e optou por se unir ao Galo Maringá. Em sete anos de existência, a Adap mudou quatro vezes de cidade.
Todo o patrimônio de cada um dos clubes foi incorporado e cada um dos presidentes, Marcos Falleiros, do Galo, e Adilson Batista Prado, da Adap, ficou com 50%. As diretorias também se uniram e trabalham em conjunto. Prado tem uma construtora. Já Falleiros, além da frota de caminhões, é dono de uma confecção.
Em Campo Mourão está o grande orgulho do clube, o CT. São sete campos, alojamentos e refeitório. Lá permanecerão as categorias de base do novo clube. Para os treinamentos da equipe profissional, o clube deve iniciar a construção de um novo CT nos próximos meses. O terreno já foi comprado em Maringá, onde serão construídos cinco campos e alojamento para 100 pessoas.
Apesar de ser um clube-empresa, seus proprietários não precisam colocar muito dinheiro do bolso para a manutenção. De acordo com o diretor-comercial da Adap Galo, Paulo Gusmão, os patrocínios e as outras fontes de receita equilibram o balanço do clube, mas ele não revela valores.
Na semana passada, foi inaugurada a loja da Adap Galo. Na parte térrea da sede administrativa funciona uma farmácia, uma loja de conveniência, uma locadora e a loja com os produtos oficiais do clube. São camisas para adultos e crianças, canecas, copos, garrafas e bonés com a logomarca da Adap Galo. A expectativa é de um faturamento bruto de pelo menos R$ 100 mil mensais com a loja.
O clube mantém ainda uma academia com seu nome, onde os jogadores treinam e que é aberta para a população. Outra fonte de renda é o sistema de sócio-torcedor, que paga entre R$ 14 e R$ 48 mensais. Hoje são 600 pessoas cadastradas, com um lucro aproximado de R$ 9 mil mensais. Em dois anos queremos ter 10 mil sócios-torcedores, mas se chegarmos aos 5 mil já está bom, projetou Gusmão.
Todo dinheiro que entra é investido na modernidade do clube. O próximo passo é implantar o sistema de catraca automatizado no Estádio Willie Davis. Contando com o software, a Adap Galo deve gastar aproximadamente R$ 60 mil. Queremos informatizar todos os nosso ingressos, inclusive nós vamos confeccioná-los, num projeto único no interior do Paraná, apontou o dirigente.
Os resultados são aguardados dentro de campo. Futebol não é pastel, que você frita e está pronto. Precisa tempo para trabalhar e é isso que estamos fazendo. Ou o clube vira empresa ou a tendência é acabar, disse o supervisor do time, Luís Chanceler. (T.M.)





