Maringá - A falta de um calendário de jogos fez com que o projeto do sócio-torcedor da Adap Galo Maringá acabasse sendo abandonado este ano. Amanhã, vencem os últimos contratos e o clube já avisou que não pretende continuar com o projeto. O Galo chegou a ter quatro mil sócios em 2007, mas apenas 30% desse total pagou todas as parcelas. Essa inadimplência gerou prejuízo e agora a diretoria estuda uma outra forma de implantar o projeto.
O sócio-torcedor foi lançado oficialmente no final de 2006, durante a realização da Copa 100 Anos. No entanto, a grande procura aconteceu em janeiro e fevereiro de 2007, quando o time estava em primeiro lugar na fase de classificação do Campeonato Paranaense. Paulo César Gomes, diretor comercial do Adap Galo, lembra que nessa época eram fechados mais de um contrato por dia e a procura foi muito grande.
A procura ainda continuou em março, quando foram feitos os últimos contratos. Segundo Gomes, a falta de um calendário que movimentasse a equipe durante todo ano acabou prejudicando o projeto. A ausência de jogos gerou inadimplência dos torcedores. Os contratos eram todos de 12 meses e a grande maioria foi fechado com pagamento em boleto bancário.
''O time parou de jogar e as pessoas pagaram de pagar os boletos. Só conseguimos receber cerca de 30% dos contratos, porque esses sócios pagaram com cartão de crédito ou cheque. Foram muito poucos aqueles que pagaram os boletos até o fim'', explica. Ele conta que esse calote gerou problemas de renda para o clube e benefícios que estavam programados dentro do projeto, também foram cancelados.
Inicialmente, o sócio-torcedor previa a entrada gratuita no estádio, desconto em farmácia, academia, loja do clube e locadora. Com a falta de pagamento, o clube foi obrigado a fechar a farmácia e também a academia. Os sócios também ganhavam uma camiseta oficial e um boné ao final do pagamento e muitos deixaram de receber o brinde.
A meta do Galo era em três ou quatro anos ter perto de 10 mil sócios- torcedores. Isso geraria uma renda mensal para custear diversas despesas. No entanto, com o fim do projeto, a diretoria estuda uma outra maneira de implantá-lo. ''O pagamento do cartão de crédito funcionou bem, porque não houve inadimplência. Talvez até podemos oferecer pagamento no boleto, só que dessa vez em menos parcelas'', comenta.
Para o diretor, a falta de uma cultura de torcedor, como acontece na Europa, também prejudicou o andamento do projeto. Ele afirma que os torcedores não conseguem se manter fiéis ao clube, se ele não está disputando alguma competição. Os resultados também influenciam nesse sentido porque só houve um aumento na procura quando a equipe estava em primeiro no Campeonato Paranaense. Por enquanto, a renovação dos contratos está cancelada e os últimos vencem esse mês. Mesmo assim, a diretoria pretende estudar uma forma de relançar o projeto.

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