O juiz Antonio Costanzo, do tribunal de Ímola, definiu ontem um novo calendário de audiências no processo pela morte de Ayrton Senna. O juiz disse que os interrogatórios dos acusados começarão com os italianos da Sagis, administradora do circuito de Ímola, onde Senna morreu em 1º de maio de 94. São eles o diretor do circuito Giorgio Poggi e o administrador Federico Bendinelli. O inspetor belga da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Roland Bruynseraede, será interrogado no mesmo dia.
Em 3 de outubro será a vez dos ingleses Frank Williams e dos técnicos de sua escuderia, Patrick Head e Adrian Newey. No dia 28 do mesmo mês será interrogado David Coulthard, ex-membro da equipe Williams, data pedida pelo próprio piloto. No dia 31, o procurador Maurizio Passarini fará a denúncia. Segundo ele, a mudança da coluna de direção do carro de Senna é responsável pelo acidente. A defesa afirma que a ruptura da coluna foi provocada pelo violento choque do carro contra o muro da curva Tamburello.
BergerO austríaco Gerhard Berger, 38, comentou a possibilidade de ser forçado a se aposentar no final da temporada de Fórmula 1. ‘‘Para 98, espero muito sol e praia’’, disparou o piloto da Benetton, oficialmente descartado pelo time italiano. Seu substituto será o conterrâneo Alexander Wurz, 23, como companheiro de Giancarlo Fisichella, 24.
Em 14 anos de F-1, Berger obteve dez vitórias e 12 poles, em exatos 207 GPs, sua melhor colocação em mundiais foi o terceiro posto em 88 e em 94, pela Ferrari, e em 90, pela McLaren. Um desempenho apenas regular, mas que garantiu uma carreira apenas em equipes de ponta. Talvez pela sua empatia e frases divertidas, que deverão fazer falta numa F-1 cada vez mais estéril, onde a maioria dos pilotos não consegue nem contar uma piada.

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