O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol julga hoje os acusados de suborno no campeonato paranaense. Vão a julgamento os jogadores do Iraty, Caio Júnior, por não ter prestado depoimento à Comissão que apurou as denúncias; o preparador de goleiros do Iraty, Adilson Cocconi, que segundo o laudo da Comissão da FPF, preparou as gravações das conversas; o técnico do Iraty, Ernesto Paulo, por não ter comparecido aos depoimentos; o ex-vice presidente do Coritiba, João Carlos Vialle, e o ex-auxiliar técnico do Coritiba, Waldonedo Xavier por terem confirmado que as vozes nas fitas, propondo o suborno, eram mesmo deles. Vialle e Xavier já foram afastados do Coritiba.
O Goleiro Roberto França, mesmo tendo participado das conversas com os dirigentes do Coritiba, foi excluído do processo. O presidente do TJD, Ítalo Tanaka Júnior, entendeu que não há juízo de condenação ao goleiro do Iraty. Pois a atitude de Roberto França não foi de cometer alguma irregularidade e sim conseguir provas para que a tentativa de suborno se comprovasse.
Nas defesas apresentadas ao TJD, o ex-diretor de futebol do Coritiba, João Carlos Vialle, disse que o suborno foi montado pelo Clube Atlético Paranaense. Ele alegou que denúncia do suborno foi formulada no programa Mesa Redonda, exibido pela CNT e que o apresentador, Fernando Gomes é funcionário do presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia. Vialle disse ainda na defesa, que o advogado do Atlético e também participante do programa, Marcelo Ribeiro, foi quem acompanhou o goleiro do Iraty a um cartório para formular a denúncia contra os ex-dirigentes do Coritiba.
Já Waldonedo Xavier e Adilson Cocconi, praticamente negaram os fatos em suas defesas. O dirigente do Iraty Wilson Morishita, o técnico Ernesto Paulo e o jogador Caio Júnior, devem apresentar defesa hoje mesmo durante o julgamento que deve começas às 18h30. O auditor Fauze Salmem, presidente da segunda comissão disciplinar da FPF, irá presidir o julgamento. O relator do processo é José Carlos Faret e o outro auditor é Mario Ramos.
O caso de suborno no campeonato paranaense se deu através de uma denúncia feita pelo presidente do Iraty, Sergio Malucelli, poucas horas antes do jogo entre Iraty e Coritiba, em Irati, no dia 31 de maio deste ano. A partida era válida pela última rodada do quadrangular decisivo do campeonato paranaense.
Segundo a denúncia, o ex-diretor de futebol do Coritiba, João Carlos Vialle e o ex-auxiliar técnico do Coritiba, Waldonedo Xavier, fizeram proposta de suborno ao goleiro do Iraty, Roberto França, que contou aos diretores do clube. Foram gravadas fitas e entregues à Comissão de Inquérito que, durante mais de 15 dias apurou os fatos para que hoje a segunda comissão disciplinar da Federação Paranaense de Futebol julgue o caso.

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