Acusado de `violento', Paran pede paz
Curitiba - O clássico de hoje entre Paraná Clube e Atlético reúne ingredientes que vão do explosivo à paz, das estréias à troca de lado. O que mais chama a atenção é a estréia no Tricolor do goleiro Flávio, que foi campeão nacional pelo Atlético e dispensado pela diretoria atleticana ao final do ano passado. Ídolo da torcida atleticana, terá que convencer os paranistas que merece ter tirado o lugar de Darci, que vinha fazendo boas partidas.
Flávio terá que defender as bolas chutadas por Ilan, que foi revelado pelo Paraná Clube e agora defende as cores atleticanas. Os dois não encaram o jogo com revanchismo e dão declarações calmas sobre o encontro com o ex-time. Entraram no clima de paz, pedido pela diretoria do Paraná, que pediu aos torcedores para levarem lenços brancos ao Pinheirão. Os lenços abanados sobre a cabeça serviriam como um ato pela paz no mundo.
Mas o clima não é só de paz. O jogador atleticano Adriano afirmou estar preocupado com a possível violência dos adversários. Na estréia, o Paraná Clube teve dois expulsos e fez mais de 50 faltas sobre o Santos. Adriano disse que o Paraná ''bate muito'', e que os atleticanos não devem cair nas provocações dos adversários. Os paranistas retrucaram que jogam duro, mas na bola e que foram os santistas que ''apelaram'' com lances desleais.
Por seu lado, Renaldo, outro ex-atleticano, convocou a torcida paranista para comparecer hoje ao Pinheirão para ver os gols que ele certamente marcará. Os zagueiros atleticanos responderam que obrigação de atacante é marcar gols e a de zagueiro é evitar os gols. (L.C.O.)





