Acusações graves no Londrina Vôlei
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segunda-feira, 05 de março de 2012
Rafael Souza <br> Reportagem Local 
Assim como em 2011, o final de temporada do Londrina/Sercomtel promete ser quente. Em entrevista coletiva na tarde ontem, o presidente do Instituto Pró Esporte de Londrina, mantenedor da equipe, Mateus Goeber, não poupou o ex-técnico André Donegá e o acusou de ter desviado recursos do time durante a competição. A saída do treinador se deu de forma bastante conturbada, com Donegá abandonando a delegação antes do jogo contra o Montes Claros (MG), ainda no primeiro turno.
Goeber revelou que o ex-treinador era o responsável pelos repasses de quatro patrocinadores: Prefeitura de Blumenau, MartMinas, Lupo e Clube Olympico de Belo Horizonte. Juntos, os recursos somavam R$ 67 mil, mas o dinheiro, segundo ele, não apareceu. ''Na planilha que ele apresentava, constava que ele pagava os jogadores, mas aos poucos começamos a receber reclamações dos próprios jogadores, de que não estavam recebendo'', conta o presidente.
O dirigente londrinense disse que esteve pessoalmente em reuniões com os representantes dos quatro patrocinadores e todos apresentaram documentação confirmando os pagamentos feitos ao Instituto Blumenau Pró Vôlei, presidido por Donegá. Com as provas em mãos, Goeber e o departamento jurídico do Londrina/Sercomtel já acionaram a Justiça para tentar solucionar o problema. ''O nosso jurídico já preparou uma denúncia junto ao Ministério Público. Ele estava usando valor do patrocínio para outros fins e isso é muito grave. Ele estava mexendo com dinheiro público'', reclama.
Segundo Goeber, os atrasos geraram muita insatisfação no grupo de jogadores, e que alguns chegaram a se revoltar contra o ex-treinador. ''Na hora que a coisa apertou, ele foi embora'', acusou o dirigente, que desconfia que Donegá estivesse usando a verba para acertar dívidas antigas do Blumenau com seus jogadores. ''Tinha jogador que lá (Blumenau) ganhava R$ 500 e veio para cá ganhando R$ 5 mil'', completou.
Apesar dos problemas extra-quadra, o presidente garante que a temporada terminará sem dívidas do instituto londrinense com os jogadores trazidos por Donegá. ''Todos os contratos que foram feitos este ano serão quitados''.
Na mesma entrevista, Goeber disse ainda ter ''praticamente certeza'' de que Londrina estará novamente na elite do vôlei no próximo ano. ''A gente sabe da dificuldade de outras equipes, que com certeza não vão disputar a Superliga, então temos quase uma garantia que a gente vai disputar a próxima Superliga'', comentou o dirigente. Segundo o regulamento, o último colocado será rebaixado automaticamente - o Londrina não tem mais como deixar essa posição.
Ao final da Superliga, o atual elenco ainda disputa a primeira etapa do Campeonato Paranaense, em abril. Após o final do contrato, em 30 de abril, todos serão dispensados e a diretoria vai montar um novo time, com uma base jovem - Goeber diz que já há cinco contratados - para a sequência do Estadual. O técnico será Ronivaldo Marques, assistente de Toninho Resende, que voltará para Minas Gerais. A reportagem da FOLHA tentou contato com André Donegá, mas seu telefone estava desligado ou sem cobertura.


