São Paulo, 11 (AE) - Preocupado com a repercussão da ironia feita durante uma entrevista coletiva no Rio, em que deu favoritismo ao Brasil nas semifinais diante da Austrália, o que deixou o técnico australiano John Newcombe irritado, o capitão da equipe brasileira Ricardo Acioly confessa que jamais falaria uma coisa dessas com seriedade, mesmo que os jogos fossem disputados no saibro.
"Não falaria isso de uma equipe com toda a tradição da Austrália", disse Acioly. "Ainda mais jogando em casa, seja qual for o piso, o favoritismo é todo australiano." O capitão do Brasil ainda não sabe qual será o piso do confronto, mas espera uma superfície rápida como grama ou carpete.
O presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Nelson Nastás, está em Londres e, como integrante do comitê da Copa Davis, participa nesta quarta-feira de uma reunião para definir o qualifying - repescagem - do Grupo Mundial. "Não fui informado ainda do local dos jogos, apenas li no boletim da ITF a informação de que iria para Brisbane", afirmou Nastás. "Mas amanhã (quarta-feira) irei conversar com Nealer Fraser - também integrante do comitê da Davis - para ver se confirma o tipo de piso, embora a Austrália tenha ainda duas semanas para anunciar."
Para Fernando Meligeni, o herói da classificação no Rio, seja onde for o piso, grama ou carpete, o confronto com a Austrália será muito difícil. "Vai ser uma dureza", diz o tenista. "Até no saibro teríamos jogos equilibrados."
Ainda num clima de festa e com muita vontade de aproveitar mais alguns dias de folga, Meligeni volta a treinar nesta quarta-feira e à noite, embarca para a Europa, onde a partir da próxima semana inicia uma série de torneios na sua superfície preferida: o saibro. O circuito começa em Montecarlo, segue para Barcelona, Roma, Hamburgo, terminando em Roland Garros. O objetivo dele é aproveitar estas competições para melhorar ainda mais o seu ranking. Ocupa atualmente a 26.ª posição e quer superar a 24.ª, que foi a melhor de sua carreira até agora.

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