Acidente no autódromo quase vira tragédia
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terça-feira, 20 de junho de 2006
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Um acidente envolvendo o piloto paulista Adalberto Jardim, ontem pela manhã, no Autódromo Ayrton Senna, em Londrina, por pouco não se transformou em tragédia. O piloto, da equipe RM Volkswagen de Fórmula Truck, participava de uma sessão de testes, quando perdeu o controle de seu caminhão a mais de 190 km/h e foi parar no muro que divide o autódromo da Avenida Winston Churchil.
Por pouco o caminhão não invadiu a avenida, o que poderia atingir quem estivesse no local. Vários pilares de concreto foram derrubados, mas os que permaneceram em pé conseguiram deter o veículo, que ficou totalmente destruído.
Apesar do impacto, o piloto, que foi lançado para o alto junto com a cabine que se desprendeu do chassi, sofreu apenas uma suspeita de fratura no pulso. ''Pelas proporções do acidente, pode-se dizer que o aconteceu foi quase um milagre'', disse o chefe da equipe e também piloto Renato Martins, que acompanhava os treinos.
Martins, que venceu a última etapa em Guaporé-RS e está 4º lugar no campeonato, levou azar de o caminhão acidentado ser justamente o seu. ''Mas não tem problema, já que o dano material a gente contorna. Graças a Deus não aconteceu nada''.
O chefe da equipe contou como ocorreu o acidente. ''O Beto vinha acelerando forte no final da reta oposta e quando sentiu que o caminhão ficou sem freio, devido ao rompimento de uma magueira de ar, tentou jogar o veículo contra o muro à esquerda, mas não conseguiu reduzir. Daí atravessou a pista para tentar parar o caminhão do outro lado e mesmo assim não adiantou''. O veículo acabou subindo na barreira de pneus, pulou o muro de proteção (de 1m50 de altura), derrubou duas árvores e só foi parar nos pilares.
A cabine caiu no gramado, mas o piloto nada sofreu porque estava protegido pelo ''santo-antônio'', que não deixou que a lataria o amassasse. ''Ficamos assustados, mas satisfeitos por saber da segurança que o equipamento oferece. Lógico que qualquer um fica gelado na hora que vê uma coisa dessas, mas como somos profissionais, temos que colocar outro caminhão no lugar e continuar acelerando'', afirmou Martins.
Ele, que é o maior vencedor da Truck em Londrina com nove vitórias, disse que já bateu três vezes no autódromo local, mas nenhuma delas com gravidade. Quanto ao estouro na mangueira de ar, o chefe da equipe disse ter sido uma ''fatalidade''. ''É muito pouco comum e pode demorar anos para isso voltar a acontecer'', minimizou.
Adalberto Jardim foi levado ao Hospital Evangélico, onde ficou em observação e colocou uma tala no pulso supostamente fraturado. Viajou no final da tarde para São Paulo, juntamente com a equipe, e tem a esperança de ainda correr na próxima etapa, em Campo Grande, dia 16 de julho. ''Como esse deu perda total, agora vou tentar reconstruir um novo caminhão em 15 dias'', adiantou Martins, que avaliou o prejuízo em R$ 300 mil.


