Da Redação
Um grave acidente, envolvendo quatro carros, marcou a nona etapa do Rali Paris-Dacar-Cairo, disputada ontem entre Waha e Khofra, na Líbia, com um trecho de 610 quilômetros. O acidente deixou em estado grave os portugueses o piloto Carlos Sousa e seu co-piloto João Manuel Luz e, em menor escala, o francês Dominique Serieys, navegador do japonês Kenjiro Shinozuka, que se feriu sem gravidade. Os outros envolvidos foram o espanhol Miguel Prieto e o francês Pascal Maimon e os belgas Gregoire de Mévius e Thierry Delli Zotti, todos em bom estado. Hoje, o Rali sairá da Líbia rumo ao Egito.
Na etapa de ontem os competidores partiram em linha. Nas motos, elas tinham 30 concorrentes lado a lado e saíam a cada 15 minutos; nos carros e caminhões, cada linha tinha seis veículos e partia a cada três minutos. Como o percurso foi realizado fora de pista, sem demarcação do trajeto ou indicação do rumo a seguir, formou-se uma pista de 10 km de largura, impossibilitando a organização de demarcar as zonas de perigo.
A segunda linha de carros estava atravessando uma série de dunas redondas (que não têm degraus) quando surgiu uma com um imenso degrau de 10 metros de altura, invisível e imprevisível, já que nesta região todas as dunas são redondas. O primeiro carro a decolar foi o Mitsubishi L 200 de Sousa e Luz, que atolou ao bater no solo, causando sérios ferimentos nos dois portugueses. Logo após, vinham os Mitsubishi de Shinozuka e Serieys e o de Pietro e Maimon. Como os concorrentes estavam desmaiados, não havia ninguém para sinalizar. A situação ficou ainda pior quando o Nissan de Mevius e Delli-Zotti também voou e caiu sobre o Mitsubishi de Pietro, capotando várias vezes. Por sorte, o helicóptero da imprensa viu o acidente e teve tempo de avisar ao próximo carro, evitando uma tragédia maior.

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