São Paulo, 16 (AE) - Está tudo diferente na Fórmula 1 depois do acidente de Michael Schumacher, domingo em Silverstone, desde a disputa pelo título do campeonato até o rumo que o mercado de pilotos pode assumir, passando pela inesperada importância que Eddie Irvine ganhou. O GP da áustria, domingo em Zeltweg, o primeiro sem Schumacher, pode começar a responder a muitas perguntas hoje ainda sem resposta.
Mika Hakkinen, da McLaren, líder do campeonato com 40 pontos, poderá ser batido por Eddie Irvine, da Ferrari, 32 pontos, agora elevado a condição de número 1 na equipe italiana? Muita gente quer saber se, dispondo de todos os recursos técnicos e sem a imposição de trabalhar para Schumacher, Irvine é um piloto a altura de fazer frente a Hakkinen. Sexta-feira o norte-irlandês garantiu que sim, depois de testar sua Ferrari por quatro dias em Monza.
Também é desconhecido se Mika Salo, substituto de Schumacher, será capaz de andar entre os primeiros colocados, auxiliando a Ferrari ao menos a não perder a liderança no Mundial de Construtores, com 64 pontos, contra 62 da McLaren. Salo não tem experiência alguma com equipamentos vencedores na Fórmula 1 e seus testes de familiarização com o modelo F399 ocorreram apenas em Fiorano, pista particular da Ferrari. E David Coulthard, depois da vitória domingo em Silverstone, poderá aproveitar-se da ausência de Schumacher para inserir-se na luta pelas vitórias?
Quando tudo caminhava para uma definição rápida no mercado de pilotos, o acidente de Schumacher estagnou as negociações. É preciso esperar para ver o que acontecerá nas pistas daqui para a frente. Se Irvine aproveitar a chance de ser o número 1 e disputar o primeiro lugar com Hakkinen, a Ferrari renovará seu compromisso, mesmo tendo de lhe pagar mais dos U$ 5 milhões de hoje. Mas se decepcionar, a candidatura de Rubens Barrichello ganha ainda mais força.
O problema é o tempo necessário para a definição do futuro de Irvine.
Barrichello dispõe, em princípio, de três ou quatro semanas para responder à Ford o que quer da vida, continuar ou não na Stewart, time de propriedade da montadora norte-americana. Ao mesmo tempo em que a Ferrari tem de aguardar duas ou três corridas, no mínimo, para ver o que Irvine pode fazer. É a dupla Barrichello e Irvine que dará a largada para uma eventual mudança drástica na formação do quadro de pilotos e equipes no próximo Mundial.

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