São Paulo - O piloto brasileiro Armando Pires sofreu ontem um acidente no início da 12ª etapa do Rali Paris-Dakar e abandonou a competição na categoria motos. Pires é o segundo brasileiro a deixar a prova. O primeiro foi o londrinense Marcelo Quelho, que quebrou a clavícula na quinta etapa.
Segundo informações de Anne-Marie Gerandi, responsável pela logística dos pilotos de motos, a queda da moto não provocou lesões graves no estreante.
Juca Bala terminou a etapa de Tidjikja a Tichit 2, na Mauritânia, em 25º lugar. Ele completou o percurso de 538 km com uma desvantagem de 2h29min14s para o vencedor, o sul-africano Alfie Cox. Mesmo assim, o brasileiro pulou da 38ª posição para a 27ª no geral.
Quem lidera a categoria ainda é o italiano Fabrizio Meoni, terceiro colocado na etapa de ontem. A segunda posição pertence ao espanhol Joan Roma.
Nos carros, apesar de terem terminado em terceiro lugar na etapa de ontem, o japonês Hiroshi Masuoka e o co-piloto francês Pascal Maimon, da Mitsubishi, aumentaram a vantagem na liderança da categoria carros do rali Dakar.
Os dois aumentaram de 17 minutos para 25 minutos a vantagem sobre os vice-líderes, Jutta Kleinschmidt e Andreas Schulz, da Alemanha. A vitória na etapa de ontem ficou com os franceses Jean-Pierre Fontenay e Gilles Picard.
O brasileiro Klever Kolberg, que corre com o francês Pascal Larroque, conquistou o oitavo lugar ontem e passou para nono na tabela geral.
Nos caminhões, o brasileiro André de Azevedo e os tchecos Tomas Tomecek e Jaromir Martinec, da Trata, ficaram em terceiro lugar na etapa de ontem. O resultado mantém a equipe na vice-liderança no geral na categoria caminhões.
Azevedo, Tomecek e Martinec completaram os 538 km de Tidjikja a Tichit com o tempo de 10h12min54s. Os russos Vladimir Tchaguine, Semion Yakoubov e Serguei Savostine, da Kamaz, ficaram em primeiro e seguem na ponta também na classificação geral. O trio russo tem 2h23min14s de vantagem sobre a equipe do brasileiro.
Etapa diferente – No lugar de água, dunas. Em vez de bóias, postos de controle. A etapa de hoje, em forma de laço, com largada e chegada no vilarejo de Tichit, na Mauritânia, foi inspirada em um circuito olímpico de vela. Os competidores terão que passar em três pontos, onde precisarão carimbar um cartão que comprovará a passagem por aquele local, evitando assim que alguém corte caminho.
Para saber qual rota seguir, os pilotos terão apenas a planilha (espécie de mapa usado no off road) e a ajuda da bússola eletrônica do GPS, aparelho que recebe sinais de satélite. O trecho terá 422 quilômetros cronometrados, sem qualquer deslocamento, e quase todo o piso será de areia, com boa parte de dunas.
Em 13 dias de muita poeira pelo deserto do Saara, na África, 109 dos 434 veículos inscritos inicialmente já abandonaram a corrida.

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