'Acho que escolhi certo'
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quinta-feira, 07 de abril de 2011
Das Agências 
Santos - Após uma longa novela, Muricy Ramalho, enfim, começou a trabalhar no Santos. Ontem, um dia após a vitória sobre o Colo Colo, na Vila Belmiro, pela Copa Libertadores, o treinador comandou o primeiro treino. Somente os jogadores que não participaram do confronto no dia anterior estiveram em campo. Os titulares ficaram na academia, mas não desgrudaram o olhar do novo comandante.
Ao final da atividade, o ex-treinador do Fluminense foi até a sala de imprensa para conversar com os jornalistas. Apesar das dificuldades para classificar o time na Copa Libertadores, Muricy procurou demonstrar confiança.
''Escolhi o Santos porque sei que aqui eu tenho possibilidade de vencer. É disso que eu vivo. Acho que escolhi certo '', disse.
O vínculo do treinador com o clube vai até abril do próximo ano, com possibilidade de ser renovado por mais uma temporada.
Numa entrevista coletiva tranquila, o treinador brincou com a questão do ''DNA santista'', que é sempre alardeada pelo presidente alvinegro, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro: o Peixe joga bonito e para frente. Ao ser questionado sobre o qual seria o seu DNA, Muricy foi curto e grosso. ''Meu DNA é ganhar, meu filho (risos). Não tem essa. Se eu não ganhar, vocês me cornetam e o presidente me manda embora''.
Conversa
O treinador afirmou que vai ter conversas com as duas maiores estrelas da equipe: Neymar e Paulo Henrique Ganso. Ele está preocupado com o estado emocional dos garotos. Neymar foi expulso contra o Colo Colo por absoluta falta de conhecimento da regra: já tinha o cartão amarelo e, ao marcar o terceiro gol da vitória por 3 a 2, colocou uma máscara para comemorar. Como isso não é permitido, levou o segundo amarelo e, consequentemente, acabou expulso.
''São garotos e oscilam. O Santos é um time que joga futebol diferenciado, do improviso e molesta o adversário. Tem de se acostumar que vai ser como contra o Colo Colo: um jogo duro. Eles têm de estar preparados. No dia a dia, vamos melhorar o lado emocional''.
Já o meia Ganso, além de ter demonstrado nervosismo durante esse jogo, também vive momento conturbado fora de campo, com problemas de relacionamento da diretoria, com quem ainda não chegou a um acordo sobre sua renovação. ''Vou conversar com o Ganso, sim. Tem de deixar os empresários dele cuidarem de negociação. Ele precisa se concentrar em treinar e jogar. A diretoria está fazendo o possível para manter jogador. Como técnico, é o que eu posso fazer. Mas temos de entender que o jogador escolhe onde vai jogar'', frisou o treinador, que elogiou o elenco santista.
''É como eu pensava. Um elenco muito forte, que oscilou um pouquinho porque é jovem, mas já está se recuperando. Mais perto do Brasileiro, vamos sentar e ver questão de contratos, quem pode sair, chegar. Mas, agora, vamos pensar no Paulista e na Libertadores'', finalizou.


