São Paulo - De repente, Rubens Barrichello passou a andar tão rápido quanto Michael Schumacher e, no caso do GP da Áustria, mostrou-se até mais veloz. O que teria acontecido com Barrichello, este ano, e que justificaria o fato de estar bem mais eficiente que nas suas duas primeiras temporadas na Ferrari, em 2000 e 2001? No fundo, foi a maior velocidade de Barrichello na prova de Spielberg, domingo, que causou o estrago todo na imagem de Michael Schumacher e da escuderia italiana.
‘‘O meu estilo de pilotar se adaptou bem às características do modelo F2002. O carro sai menos de frente e, ao contrário do que as pessoas pensam, não gosto de um carro sobesterçante’’, disse Barrichello logo depois da sessão de classificação do GP da Espanha, em que perdeu a pole para o companheiro de Ferrari nos segundos finais. O mesmo já havia ocorrido na etapa anterior, em Ímola, na Itália. Na corrida de Spielberg, Barrichello pôde finalmente comprovar seu excelente momento: foi o mais veloz na sexta-feira, no sábado, no treino realizado domingo de manhã e depois liderou praticamente as 71 voltas da prova.
‘‘O F2002 é um carro mais difícil de ser acertado que o do ano passado, mas quando bem ajustado é mais rápido e fácil de ser pilotado’’, explicou.
Outro fator que justifica a maior proximidade do brasileiro com o melhor piloto do mundo na atualidade é sua postura distinta com relação a tudo o que cerca a competição. ‘‘Estou mudado. Não me deixo mais atingir por fatores externos. Chega de ser o menino chorão’’, afirmou Barrichello ainda na abertura do Mundial, na Austrália, para surpresa de todos.

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