Luiz Felipe Scolari já definiu o que pretende enfatizar nos três últimos dias de treinos que antecedem a estreia na Copa do Mundo, quinta-feira. O título pode vir pelo alto e Felipão não está satisfeito com o rendimento ofensivo nas jogadas de bola parada da Seleção Brasileira.
Na realidade, o forte do novo time montado por Scolari nunca foi a bola aérea. Um levantamento detalhado feito pelo L! constatou que apenas cinco dos 59 gols do Brasil desde a reestreia do treinador, no início do ano passado, saíram de cabeça após escanteios e faltas laterais: 8,5%.
A Seleção prioriza as jogadas trabalhadas pelo chão (20 gols desta forma), o que é ótimo na visão da comissão técnica. Mas elevar o aproveitamento nos cruzamentos é visto como fundamental. Em raro momento de sucesso neste quesito, Paulinho classificou o Brasil após escanteio da esquerda, na semifinal da Copa das Confederações do ano passado contra o Uruguai, no Mineirão: 2 a 1. O gol de cabeça evitou a prorrogação.
- Temos de melhorar bastante a bola parada. Desperdiçamos jogadas assim. Não estamos conseguindo fazer o nosso gol. Isso que nós vamos trabalhar nessa semana com mais enfoque - afirmou o técnico.
David Luiz, com 1,89m, é o mais alto do time titular, mas nunca fez gols desta forma. Além de Paulinho, Thiago Silva e Dante já completaram para a rede a jogada, em 2013. Dedé e Réver, que não estão na Copa do Mundo, são os outros dois. Detalhe: todas as cobranças foram do lado esquerdo, feitas por Neymar.
- Temos tempo para trabalhar isso porque defensivamente somos fortes, temos estatura boa e vamos trabalhar isso. Vamos enfrentar adversários fortes e uma bola parada pode decidir um jogo e fazer diferença. Treinos assim não cansam muito. Felipão faz 20, 30 repetições, então dá para melhorar - afirmou Fred.

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| Foto: FOTOARE NA
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