Acelon entende que faltam competições
Quando se fala no declínio da natação em Londrina não é raro ouvir que os clubes esportivos deixaram de incentivar o esporte e se desinteressaram por manter trabalhos mais pontuais de treinamento de equipes.
Neste sentido, o presidente da Associação dos Clubes Esportivos de Londrina (Acelon), Paulo Romero, ressalta alguns pontos para defender os clubes. De acordo com ele, um dos principais motivos que levou os clubes a não manter equipes como existiam em outros anos é a falta de competições locais. ''Naquela época havia em Londrina bastante competição local. Mas muitas acabaram e se não tem competição para que ter um técnico, uma equipe treinando? Acho que precisa ter um incentivo da prefeitura com relação a competições'', avalia.
Romero também afirma que existe interesse dos clubes em incentivar o esporte, mas que o objetivo dessas instituições deve ser focado na formação de atletas de base. ''Acredito que nenhum clube se negue a aceitar sócios-atletas, até porque muitos têm estrutura sem uso. O clube pode ter a formação de equipes de base, mas não é papel de um clube ter uma equipe de alta performance. O que vai ter de benefício ter um atleta competindo em São Paulo, por exemplo?'', questiona.
Ele ainda avisou que a Acelon pretende fomentar a natação e outros esportes através de projetos que utilizariam as estruturas dos clubes, realizando também um trabalho social entre crianças e adolescentes.
''Vamos tentar nos tornar uma entidade de utilidade pública e temos 32 projetos para tirar adolescentes de 12 a 16 anos da 'área de risco'. A natação é um dos projetos'', garante Romero.
O município
De acordo com o Presidente da Fundação de Esportes de Londrina, Claudemir Vilalta, a administração municipal também tem interesse em incentivar a natação, o que precisa ser feito através do Fundo de Incentivo ao Esporte. ''Esse ano lançamos três editais para a natação de formação de atletas de base e foi a única modalidade que não conseguiu se conveniar com a FEL. Os interessados não conseguem se organizar. Também não há porquê o município criar competições se não há essa organização''.
Sobre a construção de uma piscina pública, Vilalta afirma que isso, por enquanto, não está nos planos da Prefeitura. ''O problema não é construir e sim a manutenção de uma piscina, é algo muito caro. Além disso, é preciso ter uma justificativa para fazer uma obra dessas'', conclui o presidente da FEL.





