Iniciada em 1986, a Academia Pequeno Tigre de Taekwondo, do mestre Clóvis Aires da Silva, tornou-se celeiro de vencedores no esporte. Treinou a única representante brasileira nas Olimpíadas de 2000, a londrinense Carmem Carolina Leocádio Silva, que conseguiu chegar lá ao se sagrar campeã do Pan-Americano, realizado nos Estados Unidos.
O filho de mestre Clóvis, Walassi, que tem 21 anos e começou a praticar Taekwondo com cinco, é pentacampeão brasileiro, tendo vencido nas categorias infantil, juvenil e adulto. Entre outros títulos, coleciona o de campeão sul-americano e o de vice-campeão mundial juvenil de Taekwondo. Juliana Aparecida Santana, 23 anos, outra ‘‘cria’’ da academia, já foi cinco vezes campeã brasileira da categoria adulto.
Natália Falavigna, 18 anos, é outra estrela da Pequeno Tigre. Sempre gostou de esportes, mas chegou ao Taekwondo por acaso, a partir da sugestão de uma amiga. Na terceira aula, surpreendeu-se ao ouvir de mestre Clóvis que tinha talento para se tornar uma campeã. Três anos depois, em 2000, enfrentando sua primeira competição internacional, sagrava-se campeã do mundial juvenil, realizado na Irlanda. É, aliás, a única brasileira campeã mundial de Taekwondo.
Competitiva por natureza, sonha agora em se tornar campeã olímpica e está disposta a abrir mão de tudo por esse ideal. ‘‘É muito sacrificado para a família’’, explica. Para ela, igualmente, pois precisa dar conta da faculdade de Educação Física e dos treinamentos que se estendem pela semana toda.
Assim como os demais vitoriosos formados pela Academia de mestre Clóvis, Natália sonha com um patrocínio. ‘‘Não seria preciso investir muito no início, só o básico’’, argumenta. Nossa campeã mundial tem certeza de que, agora que o esporte se tornou olímpico, ‘‘um patrocinador obteria grande retorno em pouco tempo.’’

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