São Paulo - Após definir o campeão da F-1 nos últimos cinco anos, o GP Brasil perdeu ontem a chance de ver a história se repetir graças à vitória incontestável de Sebastian Vettel, que adiou a decisão do campeonato para a 19 e última etapa do Mundial, no próximo domingo, em Abu Dhabi.

O segundo lugar de Mark Webber, o terceiro de Fernando Alonso, o quarto de Lewis Hamilton e o quinto de Jenson Button significam que dos cinco pilotos que chegaram a São Paulo com possibilidades matemáticas de ficar com o título, quatro seguem na disputa - apenas o atual campeão está fora.

Será a primeira vez em 60 anos da categoria que quatro pilotos chegam à última corrida do ano com chances de ficar com o troféu da F-1. ''Se a diferença para o Fernando (o líder) tivesse se mantido em 25 pontos eu diria que seria quase impossível, mas como consegui baixar para 16, acho totalmente possível ficar com título'', disse Vettel, que chorou no pódio ao vencer pela primeira vez em Interlagos, a quarta no ano e nona na carreira. ''Sei que não vai ser fácil, mas seria legal ver uma fumaça saindo do carro da Ferrari'', afirmou o alemão.

Ontem, Vettel só não ganhou de ponta a ponta porque Webber assumiu a liderança da prova por duas voltas, quando o companheiro parou para fazer seu pit stop.

Partindo em segundo, o alemão assumiu a dianteira do GP Brasil logo na largada ao ultrapassar o compatriota Nico Hulkenberg, da Williams, que saiu na pole pela primeira vez na carreira.

Webber, terceiro no grid, também não tardou para conseguir superar Hulkenberg. Alonso, que largou na quinta posição, aproveitou a primeira volta para ultrapassar Hamilton, que partira em sua frente. Seis voltas depois, o espanhol da Ferrari também conseguiu deixar para trás o piloto da Williams. ''Depois de ter perdido quase 12 segundos preso atrás do Nico foi impossível alcançar as Red Bull, apesar de nosso ritmo de corrida estar bom'', reclamou Alonso.

A corrida seguiu sem grandes emoções até a 50 volta, quando Vitantonio Liuzzi bateu forte e obrigou a entrada na pista do safety car.

A vantagem de quase 14 segundos que Webber havia aberto para Alonso teria desaparecido, não fossem os retardatários que serviram de escudo para o australiano - o mesmo aconteceu com Vettel, na liderança do GP.

Após a saída do safety car as posições se mantiveram inalteradas até a bandeirada. ''Descontei alguns pontos do Fernando, então o Mundial chega totalmente aberto a Abu Dhabi'', disse Webber.

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