São Paulo - Giuliano percebeu quarta-feira que vive um momento iluminado no Internacional. Mesmo sem ser titular absoluto, marcou gols importantes nos últimos três confrontos mata-mata da Libertadores e virou o jogador mais decisivo da equipe na competição. Foi dele o gol de empate do Colorado na vitória de 2 a 1 sobre o Chivas, no México, pelo primeiro jogo da final da Copa Libertadores - o gol da virada foi marcado pelo capitão Bolivar. ''Fui abençoado'', comemorou o meia na saída do estádio Omnilife, em Guadalajara. ''Acredito que tem uma mão lá em cima apontada para mim e para o Internacional. Foi uma vitória justa''.
Ninguém no elenco colorado é capaz de disfarçar o sentimento: o Internacional ficou muito próximo de levantar pela segunda vez o troféu da Libertadores. Só que agora o que todos querem é segurar a euforia, ''manter os pés no chão'' para concretizar o título que a torcida espera. ''Não podemos pensar que já ganhamos, não temos de entrar neste clima'', disse o talismã colorado, artilheiro do time na competição com cinco gols. ''Dentro de casa temos de nos impor novamente, jogar para vencer exatamente como fizemos aqui em Guadalajara. É isso que a torcida vai exigir''.
A grama sintética não prejudicou o futebol dos colorados. Muito pelo contrário: foi mais fácil para a habilidosa equipe gaúcha tocar a bola e se impor. ''Desde o primeiro dia aqui, vimos que o gramado não era tudo o que diziam. O campo é até bom'', confirmou o volante Sandro, que fará sua última partida pelo Internacional no Beira-Rio na semana que vem - vai para o Tottenham, da Inglaterra.

mockup