São Paulo - Não dá para crucificar Abelão (por evitar o contato com o filho Fábio). O técnico do Fluminense ainda está no olho do furacão enquanto Macedo e Bebeto vivem uma espécie de segundo tempo nos passos dos filhos. Na estreia do Fluminense no Campeonato Carioca - o mesmo que o time tricolor venceu - o técnico resolveu que era hora de promover a estreia do filho, até então nas categorias de base. Juntou a fome com a vontade de comer já que a diretoria havia jogado a chave do cofre para evitar novas contratações. "Estava 3 a 0 pra gente, então pensei que era a hora. Assim que o chamei, ouvi da arquibancada: ‘Vai colocar o filhinho, né?", contou Abelão, que descobriu aí o nome para sua apreensão: nepotismo.
Para superar a saia-justa, o técnico do Fluminense pediu conselhos ao técnico Bernardinho, do vôlei, PhD em transformar filhos em craques, como Bruninho, e evitar críticas de favorecimento. "O título carioca tirou um peso. Aqui, o Fábio não é filho, é jogador", disse Abel.
Rivaldo, melhor jogador do mundo em 1999 e pentacampeão pela seleção brasileira em 2002, joga no time do técnico do Fluminense na relação pai e filho. Procurado pela reportagem, o craque, que está jogando no Kabuscorp, em Angola, não autorizou as entrevistas com seu filho, Rivaldinho, um dos destaques do sub-17 do Mogi Mirim e que assinou contrato com o Corinthians por três anos. O craque do penta quer preservar a jovem promessa.
Rivaldo e Abel Braga que perdoem, mas o beijo estalado que Macedo deu em Lucas no final da entrevista, no meio do treino, no meio de todo mundo, sem se preocupar com o que vão dizer, causa inveja em qualquer pai. Isso também não vai aparecer na foto. (G.J./A.E.)

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