Rio - Desde a saída de Muricy Ramalho em março, o orgulho de torcedores e dirigentes do Fluminense estava ferido pela demissão abrupta e inesperada do comandante, que deixou o clube criticando a estrutura e a nova administração. Diante disso, fica fácil entender a adoração e badalação acerca de Abel Braga, que foi apresentado oficialmente como novo técnico, ontem, no salão nobre das Laranjeiras.
Além da esperança por um novo ciclo vencedor, Abel representa a paixão pelo Fluminense. Afinal, tem suas raízes ligadas ao clube, tendo sido jogador entre 1971 e 1976 e também treinador em 2005. Sua chegada é o início do processo de cicatrização dessa ferida aberta pela saída de Muricy.
''Recebi um recado de um torcedor que dizia: 'Não quero só vencer, e sim sentir orgulho de ser cada vez mais tricolor'. Essa é a minha promessa. Eu me sinto em casa. A entrega será total'', discursou Abel, que foi aguardado por 87 dias pelo Fluminense, até o fim do seu contrato com o Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos.
Nesse longo período em que ficou esperando Abel, com quem já tinha acordo apalavrado, o Fluminense foi comandado pelo técnico interino Enderson Moreira. E acabou sendo eliminado precocemente no Campeonato Carioca e na Libertadores.
Diante disso tudo, Abel sabe que existe grande expectativa sobre ele e também com uma sonhada conquista do bicampeonato brasileiro. ''Sinto uma responsabilidade muito maior por essa espera. Não é algo comum'', destacou o treinador, que prometeu fazer o possível para levar o clube de volta à Libertadores e compensar a esperança de dirigentes e torcedores. ''Pagou-se um preço grande. Mas há um projeto comum meu e do clube.''

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