São Paulo - Em cinco temporadas, dois títulos estaduais, um Brasileiro, uma Libertadores e um Mundial. É este o desempenho recente de Abel Braga treinando clubes brasileiros. O técnico consolidou-se no grupo dos treinadores mais vitoriosos do País ao levar ontem o Fluminense ao título do Brasileirão, com três rodadas de antecedência.
No restrito grupo de treinadores brasileiros considerados ''top'', Abel Braga é o que mais demorou a conquistar grandes resultados. Sua estreia em times de ponta foi no Botafogo, em 1987, mas só 17 anos depois é que ele conquistou o seu primeiro título de importância, um Campeonato Carioca com o Flamengo. Mas agora, com um currículo invejável, Abel já aparece como concorrente ao cargo máximo de treinador da seleção brasileira.
Diferente da tríade Felipão, Luxemburgo e Muricy, que há bastante tempo ocupa o grupo dos ''Top'', Abelão é discreto. Até o seu apelido mostra o estilo bonachão, mais de boleiro do que de estrategista. O preciso trabalho tático de seus times, porém, mostra que o treinador só não sabe fazer marketing - nem antimarketing, como Muricy.
Na primeira passagem pelo Fluminense, em 2005, Abel Braga tornou-se bicampeão carioca e começou a se destacar. No ano seguinte, levou o Internacional ao título da Libertadores e do Mundial de Clubes. Ele depois voltaria a ser campeão no Gauchão de 2008, mas logo em seguida partiria para fazer o pé de meia no Al Jazira, nos Emirados Árabes Unidos.
Depois de três anos no mundo árabe, Abel assumiu o Fluminense. E ele não decepcionou, levando o time ao título do segundo turno do Brasileirão, o máximo que poderia fazer.
Nem a eliminação na Libertadores, pelo Boca Juniors, com um gol nos acréscimos, abalou a equipe. Campeão carioca, o Fluminense de Abel Braga sabia que poderia chegar longe. Foram três empates seguidos após a queda na competição continental, mas depois disso o time deslanchou. De lá para cá, apenas outros dez tropeços, sendo apenas três derrotas. Campanha digna de um time campeão.

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