Abatido, Cascavel tenta
manter-se em atividade
Paulo Pegoraro
A desclassificação do Cascavel da Série A-2 do Campeonato Paranaense, com a derrota domingo por 2 a 1, diante do Paranavaí, abateu os jogadores da equipe, quase todos muito jovens e da própria cidade, e agora eles estão na expectativa para saber se continuarão na ativa. O técnico Elói Kruger afirma que haverá um período ‘‘de reflexões’’, durante o qual os jogadores estarão liberados, ‘‘para que possamos definir o futuro’’.
Elói, que responde inclusive pela parte administrativa do Cascavel, tem apoio de uns poucos colaboradores, procura confortar os jogadores pela desclassificação. ‘‘Eles deram tudo de si, foram extremamente dedicados’’, afirma. Os salários são em média de um mínimo, e a maior parte dos garotos recebe alimentação e vale-transporte fornecidos pela Secretaria de Esportes.
‘‘Nos propusemos a um trabalho de médio prazo, para colher resultados em dois anos, e queremos seguir em frente com a proposta’’, relata Elói Kruger, reconhecendo porém que haverá dificuldades pela falta de arrecadação. Domingo, mais de cinco mil torcedores estiveram no Estádio Olímpico, muito superior ao de temporadas passadas. ‘‘O time é da comunidade, por isso ela prestigiou’’, completa Elói Kruger.

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