Desde 2015, o Centro de Ginástica Artística Alceu Malucelli ficou abandonado e virou abrigo para moradores de ruas e usuários de drogas
Desde 2015, o Centro de Ginástica Artística Alceu Malucelli ficou abandonado e virou abrigo para moradores de ruas e usuários de drogas | Foto: Marcos Zanutto

Dois anos depois de um incêndio que destruiu o Centro de Ginástica Artística Alceu Malucelli, a FEL (Fundação de Esportes de Londrina) ainda tenta buscar recursos e finalizar o projeto para reconstruir o espaço, localizado no Jardim Higienópolis, região central de Londrina.

O tradicional ginásio abrigou por muitos anos a Alga (Associação Londrinense de Ginástica Artística), que em razão de dificuldades financeiras deixou o local no final de 2015. Desde então, o Centro ficou abandonado e virou um abrigo para moradores de ruas e usuários de drogas. Em junho de 2017, foi completamente destruído por um incêndio. Até um crime de homicídio foi registrado no local.

“A nossa política é de criar polos de algumas modalidades nos próprios do município. E para o Alceu Malucelli, após a reforma, a ideia é começar um polo de lutas e ginástica”, afirmou o presidente da FEL, Fernando Madureira.

A confecção de um projeto final depende do resultado de um estudo que está sendo elaborado pela secretaria de Obras sobre um fenômeno de erosão que acontece no espaço e tem danificado parte da estrutura que ainda continua em pé. Como o Centro Esportivo está em um fundo de vale, o projeto precisa levar em conta também esta peculiaridade.

“Vamos buscar em Brasília recursos através de emendas parlamentares. Acreditamos que uns R$ 800 mil sejam suficientes para recuperar o local”, revelou Madureira. A revitalização leva em conta ainda uma quadra descoberta e um campo de futebol suíço que existem na área do Centro. Estes espaços devem ser ocupados por modalidades do Projeto Futuro.

Presidente da Alga, Rosana Sohaila, relatou que a própria associação, mesmo sem ter mais responsabilidade pelo local, realizou o isolamento do ginásio após o assassinato no local para evitar novas invasões. “Antes do incêndio ainda tentamos um convênio com o município para que o Centro nos fosse cedido por 25 anos, mas não houve acordo. Após o incêndio não havia mais condições para que nós assumíssemos até pelas dificuldades financeiras que a associação enfrentava”, ressaltou.

Alga

Após deixar o Alceu Malucelli no fim de 2015, a Alga firmou um termo de cooperação técnico/científico com a UniFil e transferiu sua estrutura para o ginásio do Campus Clube, na antiga sede do Canadá Country Clube.

Atualmente, a Associação conta com 202 crianças entre três e 13 anos e disputa competições estaduais nas categorias pré-infantil e infantil. “Quando iniciamos o convênio tínhamos apenas 23 alunos e hoje conseguimos andar com as próprias pernas”, afirmou Rosana Sohaila. “Não tínhamos mais equipe competitiva e tivemos que recomeçar o trabalho do zero. A situação da associação era muito complicada e iríamos fechar as portas”.

A Universidade oferece toda a estrutura física para o desenvolvimento da modalidade e a associação é responsável pelos custos de salários de funcionários e professores, uniformes e competições. “A parceria hoje é benéfica para os dois lados. E para a universidade serve também como um polo de estágio para os seus alunos”, revelou Sohaila.

A Alga realiza uma vez por ano uma seleção de talentos e as crianças selecionadas ganham bolsas e treinam sem custos na equipe. Os demais alunos pagam mensalidade. “Desde 2016 não mantemos mais convênios com o poder público e o nosso objetivo é seguir o trabalho sem necessitar de recursos públicos”, ressaltou a presidente.

Moringão ganha novo telhado e iluminação

O Moringão deve ter até o final do ano resolvido dois problemas antigos e crônicos do ginásio: o fim das goteiras e a melhora da iluminação. Em julho começou a troca do telhado, em uma obra que vai custar R$ 2,8 milhões, sendo R$ 2 milhões de emendas e R$ 800 mil de contrapartida do município.

Serão colocadas telhas em formato sanduíche, além de uma manta térmica, que irão diminuir a temperatura dentro do ginásio. “Vamos solucionar o problema das goteiras e daquele calor insuportável que existia porque serão instalados também resfriadores”, comentou o presidente da FEL (Fundação de Esportes de Londrina), Fernando Madureira.

A reforma contempla também a troca de toda a iluminação por lâmpadas de LED. “As confederações exigem 800 lux de luminosidade e depois da troca o Moringão terá mil lux”, garantiu Madureira. O fim das obras está previsto para o mês de dezembro.

Outro ginásio de Londrina que passará por reformas nos próximos meses será o do Jardim Bandeirantes, na zona oeste da cidade. O processo licitatório, no valor máximo de R$ 430 mil, já está aberto e prevê troca da estrutura hidráulica e elétrica, além de pintura e modernização da iluminação. Atualmente o espaço abriga treinamento de equipes de futsal, basquete, vôlei, basquete em cadeira de rodas, além de atividades do Projeto Futuro.

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