A psicóloga da Seleção Brasileira, Suzy Fleury, foi a segunda pessoa da comissão técnica a sentir o golpe do fracasso nos Jogos Olímpicos. Ontem, ela confessou que pediu demissão após a competição. Além do técnico Wanderley Luxemburgo, Suzy é a única que já se desligou da seleção antes da partida contra a Venezuela, domingo, em Maracaibo.
‘‘Eu pedi demissão, mas não quero analisar minha atuação na seleção’’, afirmou. ‘‘A decisão foi pessoal e não teve relação com a saída do Wanderley.’’ Membros da comissão técnica e representantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), contudo, preferiram não polemizar. ‘‘Quando o tempo de preparação para o jogo é curto, a Suzy não costuma acompanhar a seleção’’, tentou justificar o assessor de imprensa da entidade, Carlos Lemos.
O volante Vampeta, da Inter de Milão, entende que o trabalho psicológico pode ser importante para alguns jogadores, mas, ao mesmo tempo, não fazer diferença para outros. ‘‘Depende da cabeça dos atletas’’, explicou. ‘‘Alguns não conseguem assimilar nada.’’

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