A esperança brasileira de conseguir medalha de ouro em Sydney está mais viva do que nunca. Se a delegação de atletas que disputou a Olimpíada da Austrália não conseguiu subir ao lugar mais alto do pódio em Sydney, todas as atenções se voltam agora para os paratletas brasileiros, que disputam de 18 a 29 de outubro, também em Sydney, os Jogos Paraolímpicos de 2000.
São 65 atletas brasileiros portadores de deficiência que estarão lutando por medalhas. Esta é a maior delegação que o Brasil já levou para os Jogos – em quantidade e em qualidade. Nossos atletas disputarão nove das 19 modalidades paraolímpicas: atletismo, basquete, ciclismo, esgrima, halterofilismo, futebol, judô, natação e tênis de mesa.
Segundo o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), João Batista Carvalho e Silva, a expectativa é de que o Brasil tenha um desempenho melhor do que o obtido na Paraolimpíada de Atlanta-96, quando terminou em 37º lugar entre 114 países. ‘‘Não gosto de fazer prognósticos, mas creio que teremos melhor desempenho que em Atlanta’’, diz João Batista.
A maior estrela do desporto paraolímpico brasileiro é Luís Silva, 19 anos. É o maior atleta brasileiro em atividade, com quatro recordes mundiais individuais na natação (50m, 100m e 200m livres e 50m nado borboleta). Mas existem outros grandes nomes que podem ser destacados: Mauro Brasil (também recordista mundial na natação), Gledson Soares, Genezi Andrade, Adriano Gomes, Adriano Pereira, Ivanildo Vasconcellos e José Afonso, todos da natação e medalhistas em Jogos Paraolímpicos.
No atletismo, Suely Guimarães, Anderson Lopes, Ádria Rocha, André Luiz, Maria José e Roseane Santos. No judô, o destaque é o medalhista de ouro em Atlanta, Antônio Tenório.
A solenidade de abertura da Paraolimpíada de Sydney acontecerá no dia 18, com uma grande festa no estádio especialmente construído para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2000.
O mascote da delegação brasileira em Sydney será um simpático jacaré, batizado de Jaquinho. Paquerador, ele já mandou uma carta de amor para Lizzie, mascote dos Jogos Paraolímpicos de Sydney.
Histórico – A primeira vez que o Brasil participou de uma Paraolimpáda foi em Heidelberg, Alemanha, em 1972. Mas as primeiras medalhas só vieram em 1976, nos jogos do Canadá, em Toronto. Nas três últimas paraolimpíadas – Seul-88, Barcelona-92 e Atlanta-96 – a delegação brasileira conseguiu um total de 55 medalhas, sendo nove delas de ouro. Além disso, nossos atletas conquistaram quatro recordes mundiais e um paraolímpico.
A paraolimpíada de Seul foi um marco para o Brasil. As conquistas animaram muito os dirigentes e paratletas em geral: foram 27 medalhas, sendo quatro de ouro, nove de prata e 14 de bronze. O destaque da delegação nacional foi o atleta Luís Cláudio Pereira, que conquistou três medalhas de ouro – disco, dardo e peso – e estabeleceu três recordes: dois mundiais (dardo e peso) e um paraolímpico (disco). A outra medalha de ouro foi ganha por Graciana Alves, na natação.
Em Barcelona, o número de medalhas caiu. Foram conquistadas apenas sete – três de ouro e quatro de bronze. Contudo, os atletas brasileiros conseguiram mais dois recordes mundiais, com Suely Guimarães no disco e, novamente, Luís Cláudio Pereira no peso. A terceira medalha de ouro foi conquistada por Ádria Rocha, no atletismo. Em Atlanta, o número de medalhas voltou a subir e chegou a 21. Desta vez foram duas de ouro, seis de prata e treze de bronze. Antonio Tenório no judô e José Afonso Medeiros na natação foram responsáveis pelo ouro.

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