A um ano da Copa, seleção está quase pronta
Teresópolis - A seleção brasileira está quase pronta para a Copa do Mundo, mesmo faltando um ano para o início da competição. Carlos Alberto Parreira vai utilizar os jogos restantes das Eliminatórias e a Copa das Confederações para definir os últimos convocados. O treinador diz que restam entre 15% e 20% das vagas para serem completadas.
Apesar do elevado número de bons jogadores no Brasil, Parreira mantém a base e opta pela experiência, do gol ao ataque. Dos três goleiros, dois já estão definidos: Dida, o titular, e Marcos. ''Ainda temos o Gomes, que foi muito bem nesta temporada pelo PSV, o Júlio César, que fez ótimo trabalho na Copa América e outros bons profissionais, como o Rogério Ceni'', comentou Wendell, preparador de goleiros da seleção.
Nas laterais, estão garantidos Cafu e Roberto Carlos. Parreira busca os suplentes. Na direita, Belletti é o favorito e Cicinho corre por fora e, na esquerda, há um pouco mais de opções, como Gilberto, Léo e Júnior. ''A experiência é importante na seleção'', diz o técnico, que não abre mão de seu pensamento. A maioria dos titulares para o Mundial da Alemanha terá 30 anos ou mais na ocasião do evento. Dida estará com 32, Cafu, 36, Roberto Carlos, 33, Emerson, 30, e Zé Roberto, 32.
O treinador faz questão de pôr em campo os jogadores nos quais têm mais confiança, independentemente de estarem no auge da forma técnica. É por isso que Emerson está praticamente garantido no meio-campo, como primeiro volante. Zé Roberto é outro com boas possibilidades de assegurar vaga de titular. Juninho Pernambucano e Renato estão bem cotados para compor o grupo. Na armação, Ronaldinho Gaúcho e Kaká só perdem o lugar na equipe se sofrerem contusão ou forem suspensos.
A missão de marcar gols, é claro, ficará com o Fenômeno. Ronaldo pode esticar suas férias, pedir dispensa de jogos, irritar a comissão técnica, mas não ficará fora da Copa de jeito nenhum. A Parreira resta definir apenas seu companheiro. Há várias boas opções, como Robinho e Adriano. Os dois dependem exclusivamente do que produzirem até o início do próximo ano. (A.E.)





