A trinca de Tite
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016
France Presse 


Caracas A seleção brasileira não poderá contar com Neymar no duelo com a Venezuela, hoje, às 21h30, mas tem tudo para manter 100% de aproveitamento sob o comando de Tite, diante do lanterninha das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018. Na hora de iniciar o segundo turno, o Brasil é vice-líder, com 18 pontos, um atrás do Uruguai e seis de vantagem sobre o Paraguai, primeiro fora da zona de classificação. Caso o time vença e o Uruguai tropece na Colômbia fora de casa, assume a ponta.
Essa posição confortável só veio com a chegada de Tite, com três vitórias convincentes sobre Equador (3-0), Colômbia (5-0) e Bolívia (5-0). Quando o ex-técnico do Corinthians assumiu o cargo no lugar de Dunga, em junho, depois do vexame da eliminação na primeira fase da Copa América do Centenário, a situação era outra. O Brasil era apenas o sexto colocado, a mesma posição ocupada hoje pelos paraguaios.
Essa retomada tão rápida surpreendeu até o próprio Tite. "Eu não esperava um início tão bom", reconheceu o treinador depois da goleada de quinta-feira sobre a Bolívia, com mais um show de Neymar. Em Natal, o craque do Barcelona fez de tudo: marcou o primeiro gol, o 300º da sua carreira e o 49º com a seleção, deu duas assistência, deu o sangue, literalmente, saindo de campo com corte no supercílio, e ainda levou um cartão amarelo que o tira do duelo com a Venezuela. Essa suspensão pode até ser vista como um mal menor, já que o atacante de 24 anos não corre mais risco de perder o clássico contra a Argentina, no dia 10 de novembro, no Mineirão, por acúmulo de cartões.
Retornos
Para Philippe Coutinho, principal cotado para substituí-lo, o desfalque de Neymar é "uma perda", mas "a responsabilidade para criar as jogadas tem que ser dividida entre todos". Contra a Bolívia, o meia do Liverpool foi escalado na ponta direita, no lugar de Willian, e teve ótima atuação, marcando um gol e participando de várias jogadas de perigo.
Na ausência de Neymar, Coutinho deve jogar na esquerda, posição na qual costuma atuar no seu clube, com Willian voltando a ser titular do outro lado e Gabriel Jesus mantido como centroavante. No meio, Paulinho, que cumpriu suspensão na última partida, deve começar a jogando, apesar da ótima atuação de Giuliano contra os bolivianos.
Do lado venezuelano, o técnico Rafael Dudamel deixou claro que a seleção 'vinotinto' precisa ir para o tudo ou nada para tentar deixar a lanterna. Mesmo assim, o Brasil não pode entrar com salto alto, já que a Venezuela costuma se superar em grandes jogos, como mostrou nas últimas edições da Copa América.
Em Mérida
Venezuela
Dani Hernández; Rosales, Wilker Ángel, Velázquez e Villanueva; Rincón, Figuera, Guerra, Juan Pablo Añor e Peñaranda; Rondón. Técnico: Rafael Dudamel
Brasil
Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Filipe Luís; Fernandinho, Paulinho (ou Giuliano), Renato Augusto, Philippe Coutinho e Willian; Gabriel Jesus. Técnico: Tite
Árbitro: Víctor Carrillo (Peru)
Local Estádio Metropolitano de Mérida
Horário 21h30 (de Brasília)


