Desde 2003, nenhum vice-campeão passou dos 72 pontos; o Verdão tem 64, e nas projeções de Cuca fica com o título se somar mais 9 em sete jogos
Desde 2003, nenhum vice-campeão passou dos 72 pontos; o Verdão tem 64, e nas projeções de Cuca fica com o título se somar mais 9 em sete jogos | Foto: Daniel Vorley/Agif/Estadão Conteúdo



São Paulo – A vantagem na liderança e a proximidade para o final do Campeonato Brasileiro consolidam ainda mais as chances de título para o Palmeiras. Seguindo uma meta traçada pelo técnico Cuca há cerca de um mês, faltam apenas três vitórias para o time alviverde praticamente garantir mais um título nacional. Os cálculos do treinador foram feitos em público no dia 16 de setembro, quando o time se preparava para visitar o rival Corinthians em Itaquera. "Faltam 13 rodadas e nós lutamos por oito vitórias", disse Cuca na ocasião. Desde então foram cinco triunfos, e a soma tem ficado cada vez mais simples.

Desde que o Brasileirão é disputado em 38 rodadas, nunca um vice-campeão fez mais do que 72 pontos – pontuação do Grêmio em 2008, e do Atlético-MG em 2012.
Com 64 pontos, o Palmeiras chegaria ao título com 73, projeta Cuca. A equipe precisa alcançar a marca em sete jogos, dos quais quatro são em casa (Sport, Internacional, Botafogo e Chapecoense) e três são fora (Santos, Atlético-MG e Vitória).

Em 15 confrontos como mandante, o Palmeiras sustenta bom aproveitamento de 73,3%: são dez vitórias, quatro empates e uma derrota. Se mantiver a média, em tese teria uma mão na taça. Não é absurdo pensar que, daqui para frente, o time alviverde pode resolver o Campeonato Brasileiro só com os resultados em seus domínios.

O contraponto vem do retrospecto contra os adversários que visitarão o Allianz Parque até o fim do campeonato. Atuando como visitantes contra o Palmeiras, o Sport vem de duas vitórias seguidas; o Inter só perdeu um dos últimos cinco jogos; e o Botafogo fez o clube alviverde tropeçar três vezes nos últimos cinco duelos.

Branco na bronca
O ex-lateral e atual assessor da presidência do Figueirense, Branco, acusou o Palmeiras de fazer pressão para que o volante Renato Augusto não atuasse pelo time alvinegro na partida deste domingo, que terminou com vitória alviverde por 2 a 1, em Florianópolis, pelo Campeonato Brasileiro. O atleta está emprestado ao clube catarinense pela equipe paulista e vinha sendo titular, mas não jogou domingo.
A revelação do dirigente veio momentos antes da partida, em entrevista à rádio CBN/Diário. "(Renato) foi pressionado pela diretoria deles (Palmeiras) a não entrar em campo, o que acho uma vergonha, até mesmo porque não há cláusula (no contrato). Ele recebeu várias ligações dizendo que não poderia entrar em campo pelo fato de ter vínculo com o Palmeiras até 2019", afirmou, se referindo ao gerente de futebol alviverde, Cícero Souza.
As cláusulas contratuais que impediam jogadores emprestados de enfrentar os clubes com os quais tinham contrato eram muito comuns no futebol brasileiro, mas passaram a ser proibidas a partir de 2015. O regulamento da CBF proíbe qualquer tipo de vínculo neste sentido.

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