Luiz Felipe Scolari não tem dúvidas de que o Palmeiras fará frente a Santos, Corinthians e São Paulo na fase decisiva do Campeonato Paulista. Para o treinador, não é à toa que o time ocupa a liderança e que tem feito combinações na folha de pagamento para poder ter margem de contratação, uma vez que o dinheiro para reforços está curto.

"Temos um grupo com boas peças como o Valdivia e o Kléber. Admito que depois do Criciúma, esse é o trabalho mais difícil que assumi. Temos um grupo que não reclama de nada e que quer vencer. O Kléber é fantástico, mas tento mostrar para a direção que ele precisa ter alguém ao seu lado. E o Valdivia, que agora tenho controlado mais em relação às contusões, marca muito mais do que a torcida pensa. Os outros times podem ter melhores opções de banco, um elenco mais harmônico, mas, como disse, se estamos na liderança alguma coisa temos de bom, não podemos ser tão ruins assim", afirmou o treinador, para depois lembrar que hoje não tem um substituto à altura de Kléber.

Em seguida, o comandante revelou que o clube esteve próximo de contratar Leandro Damião, do Internacional, que atuou pela seleção brasileira no amistoso contra a Escócia, no último domingo, em Londres.

"Quase deu. Hoje, está mais difícil. Não temos dinheiro e então temos de fazer acordos, trocas, vender um e emprestar outro. É preciso ter um investidor para contratar alguém de fora. Mas para comprar um mais ou menos eu não quero. Não vale a pena. Temos o Dinei, que está se recuperando e já teve o seu contrato renovado. Você pode dizer que o Dinei não é o Pelé, e não é mesmo, não é uma maravilha, mas é um centroavante, que cabeceia bem e ajuda o Kléber", analisou.

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