São Paulo - Ela disputa o Brasileiro com o terceiro técnico, não tem jogadores badalados e, no ano passado, só se livrou do rebaixamento na última rodada. A Ponte Preta rasgou o ''manual de conduta'' para chegar ao topo do Nacional e pode terminar a primeira metade do campeonato na liderança isolada.
O time campineiro, que ocupa a vice-liderança do torneio, tem os mesmos 38 pontos de Santos, líder, e São Paulo, terceiro. E vê o arqui-rival Guarani, 21º, agonizar na zona de rebaixamento. Apesar das trocas em seu comando, a equipe é a que mais venceu 12 vezes ao lado do badalado Santos de Vanderlei Luxemburgo.
''Nós tiramos lições do ano passado. Reformulamos o elenco e contratamos jogadores de acordo com as nossas possibilidades financeiras. Hoje, quem está aqui joga animado porque recebe em dia'', diz o ex-zagueiro Ronaldão, gerente de futebol do clube.
Em 2003, a Ponte perdeu 21 atletas, que abandonaram a equipe por falta de pagamento de salários. Ainda hoje, o time enfrenta ações na Justiça do Trabalho.
No início do ano, os dirigentes definiram a nova política salarial. A despesa mensal de R$ 1 milhão com o departamento de futebol foi reduzida para R$ 400 mil. O teto salarial para atletas não ultrapassa os R$ 25 mil mensais.

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