'A situação não está fácil'
Marcos Freitas
De Curitiba
O Paraná tem tudo para ser grande expoente dos esportes olímpicos nos próximos anos. Apresenta projetos para quase todas as modalidades e possui grande estrutura para abrigar centros esportivos. Mas a falta de investimentos pode atrapalhar este sonho. Assim o secretário de Esportes e Turismo, Ney Leprevost, define o atual momento de gestão esportiva no Estado.
Para Leprevost, faltam investimentos da iniciativa privada. Os talentos paranaenses no esporte são muito maiores do que os recursos de que dispomos, afirma, destacando que não pára a busca de parceiros que invistam nos projetos de sua secretaria. Diariamente contatamos empresas que podem nos ajudar nessa área, mas a coisa não está fácil.
Sobre o Centro de Excelência de Atletismo, prometido pelo governador Jaime Lerner para o final do ano passado, Leprevost informa que as pistas de Londrina, Maringá e Pato Branco serão inauguradas até setembro. Mas patrocinador que é bom, nada. Por isso, o projeto está parado.
O atletismo não é o único problema da secretaria. Depois da desistência na contratação do campeão olímpico Joaquim Cruz, que coordenaria o atletismo no Estado, ainda estão parados os projetos do cliclismo, canoagem, mountain bike e outros.
Para não acabar no descrédito da população e da comunidade esportiva, o governo luta contra o tempo e corre atrás de novos recursos para manter em fucnionamento os centros de excelência de basquete, xadrez e outros que ainda estão em fase de implantação, como da ginástica e do surfe.
Para tanto, o Governo do Estado firmou um contrato de cooperação técnica com a Montti, empresa paulista que atua na área de marketing esportivo. A Montti será uma grande ajuda na busca de parceiros; afinal ela tem a linguagem e o acesso para chegar às grandes empresas, confia Leprevost.
Estamos redesenhando os projetos do governo do Paraná e mostrando para as grandes empresas, conta o diretor da empresa em Curitiba, Mauro Gil Meger. A Montti é uma empresa de marketing esportivo que possui contas de grandes empresas - como a Nestlé. Neste projeto de cooperação técnica com o governo paranaense, a empresa vai buscar os parceiros que queiram investir nos projetos de centro de excelência do Estado.
Meger destaca que a empresa tem 18 anos de experiência e aposta na estratégia de aliar a marca do investidor ao cunho social que os projetos representam. Queremos sensibilizar não só o empresariado paranaense, como de outros estados para este investimento que, sem dúvidas, é muito lucrativo, assegura. Meger confia no alto grau de divulgação que o esporte vem conseguindo nos últimos anos para alavancar os projetos do governo paranaense ainda enchalhados.
Leprevost acredita que o espaço dado pela mídia aos esportes é muito bom e isso será o grande argumento para convencer os desejados patrocinadores. Um exemplo é o Rexona/Paraná, que em tempos de Superliga recebe muito apoio e sua marca fica estampada pela na mídia toda, diz. Quem não quer ver sua marca associada a grandes campeões?





