São Paulo, 10 (AE) - A seleção feminina vai estrear nos Jogos Olímpicos de Sydney no dia 16 de setembro, mas a caminhada das meninas, que serão as únicas representantes do basquete brasileiro na Austrália - a equipe masculina não obteve classificação - começa neste domingo. Será a terceira Olimpíada que o Brasil disputa, a primeira sem a dupla Hortência e Paula. Sem Hortência desde 1997, agora a seleção fará seu primeiro torneio internacional importante sem Paula também. A jogadora, que se despediu do basquete em fevereiro, será homenageada, neste domingo, antes do jogo entre Brasil e Cuba, às 9h30, no Ginásio do Bolão, em Jundiaí (com TV Globo).
O Brasil terá Helen, Adriana, Janeth, Marta e Alessandra, sob o comando de Antônio Carlos Barbosa.
Paula afirma que sua geração abriu caminho - "dormiu muito em alojamentos debaixo de arquibancadas e andou de kombi" - para as meninas que hoje estão na seleção. "Eles têm de aproveitar e tirar o melhor possível do fato de estarem servindo a seleção brasileira", comenta a ex-armadora. Paula acredita que o Brasil tem chance de ganhar uma medalha em Sydney.
Mas observa que as dificuldades serão maiores que as enfrentadas nas conquistas dos títulos de campeã mundial, em 1994, e do vice-campeonato olímpico, em Atlanta, em 1996. "O basquete feminino mundial vem evoluindo desde então", observa Paula, acrescentando que naqueles torneios "tivemos a sorte de não enfrentar a Austrália", que agora está no grupo do Brasil.

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