São Paulo - Os atacantes são motivo de dores de cabeça - em Felipão e na torcida brasileira. Mas nem sempre foi assim. Houve épocas, não necessariamente quando se amarrava cachorro com linguiça, em que os ‘‘avantes’’ eram eficientes e marcavam gols que afinal é o que se espera deles.
O primeiro a honrar a tradição de eficiência dos goleadores nacionais foi Leônidas da Silva. O Diamante Negro brilhou no Mundial de 38, ao fazer oito gols e sagrar-se artilheiro na campanha do terceiro lugar. Ele deixou sua marca quatro vezes na estréia, nos 6 a 5 com a Polônia. Ainda voltaria a aterrorizar defesas com dois gols contra a Checoslováquia (1 a 1 e 2 a 1 no desempate) e dois nos 4 a 2 com a Suécia.
Doze anos mais tarde seria a vez de Ademir de Menezes demolir rivais na Copa que o Brasil perdeu em casa. O ídolo do Vasco fez nove dos 22 gols dos vice-campeões.
Um salto de oito anos leva ao primeiro dos quatro títulos mundiais e a uma dupla inesquecível: Pelé e Vavá. Ambos foram responsáveis por 11 dos 16 gols da seleção. O Rei do futebol, 18 anos incompletos, estreou só na terceira partida (União Soviética), mas marcou nas quartas-de-final (1 a 0 no País de Gales), na semifinal (3 vezes nos 5 a 2 sobre a França) e na decisão (2 nos 5 a 2 para cima dos suecos).

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