Arquivo FolhaPreferênciaO canadense Jacques Villeneuve diz que as pistas de alta velocidade são as melhores A partir de domingo é pé embaixo: das dez etapas que restam para o final da temporada, em apenas duas a média horária será inferior a 200 km/h, Hungaroring, na Hungria, e Jerez de la Frontera, na Espanha. Em todos os outros oito circuitos o que valerá mesmo é pisar fundo. ‘‘É a fase engine killer’’ (assassina de motores), define Pedro Paulo Diniz, da Arrows. A série de alta velocidade do calendário da Fórmula 1 começa domingo em Magny-Cours, com o GP da França.
‘‘São as pistas onde melhor me adapto, além de serem minhas preferidas’’, diz o segundo colocado do Mundial, Jacques Villeneuve, da Williams. Já o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, preferiu treinar para esse novo desafio junto com os futuros astronautas russos. Durante visita a Moscou, Hakkinen participou de uma promoção do principal patrocinador da McLaren, a West, fabricante alemão de cigarro. Eles experimentou a sensação da falta de gravidade num avião especialmente equipado para esse objetivo.
Mesmo apreciando bastante os traçados rápidos, como os que vêm pela frente, Gerhard Berger, da Benetton, anunciou que não disputa a prova de Magny-Cours. Ele já não correu no Canadá. ‘‘Meu tratamento terminou terça-feira, não tomo mais antibióticos, mas por ter permanecido tanto tempo na cama sinto-me fraco para disputar um GP’’. O piloto austríaco, de 37 anos e 202 GPs de experiência, sofre de infecção das vias respiratórias. ‘‘Espero estar de volta na Inglaterra (dia 13 de julho)’’, afirmou. O seu substituto na Benetton continua sendo seu protegido, o também austríaco Alexander Wurz, de 23 anos.
Outro piloto que se recupera, mas de um acidente, é Olivier Panis. Ontem ele distribuiu carta de agradecimento a todos que lhe enviaram mensagens de pronta recuperação. Na nota ele anunciou para hoje uma entrevista coletiva no Centro de Reeducação Física Tréboul-Douarnenez, localizada na região da Bretanha francesa. Panis fraturou a tíbia e o perônio das duas pernas depois de bater sua Prost contra uma grande de proteção durante a disputa do GP do Canadá, dia 15.
Um rápido levantamento feito entre os principais pilotos da F-1 aponta que os circuitos preferidos da maioria acham-se nessa segunda parte do campeonato, onde estão os mais rápidos. ‘‘Não é por ter estreiado na F-1 em Spa-Francorchamps que eu voto nele, mas por suas exigências técnicas e de coragem’’, avalia Michael Schumacher. Mas há outras pistas que igualmente exercem fascínio pela velocidade, como Silvertone, na Inglaterra, o preferido do campeão do mundo, Damon Hill, ou Suzuka, no Japão, a pista ideal para Jacques Villeneuve.

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