Parece até que São Pedro adivinhou que o domingo seria de clássico no Estádio do Café. Mesmo com as previsões que ''apostaram'' no tempo fechado, o que se viu nas arquibancadas foram milhares de torcedores se protegendo do sol quente. Sinal de que o clima estava a favor do torcedor.
Os alvinegros, maioria, mostraram que gogó da torcida não falha e provaram que paixão começa cedo. ''Sou o maior torcedor do Corinthians'', anunciou João Vitor Florêncio, de 9 anos, fã do meia Alex. ''Ele é ótimo. Trabalha bem a bola e não é fominha'', afirmou o garoto, acompanhado do primo Bruno Nunes, 9, e do avô Lourival Florêncio, 63, feliz em ver o time do coração em um clássico em casa. ''Estar hoje aqui é uma grande diversão e por isso fiz questão de trazer os netos'', comentou o também torcedor do Tubarão.
A fama da rivalidade entre as duas torcidas não vale para a família de Carlos de Oliveira, que é flamenguista. Ele e o filho Vinícius, de 10 anos, são do Mato Grosso e estão em férias em Londrina, na casa do genro Cláudio Beraldo, corinthiano. ''O importante é assistir esse belo jogo juntos. Rivalidade só dentro de campo mesmo'', contou Oliveira.
Do outro lado da arquibancada, os rubronegros davam um colorido no estádio e provaram também que a paixão pelo Flamengo começa dentro de casa. O torcedor fanático Tulio Negri, 36, veio de Cascavel com a família e garante que não influenciou a esposa e a neta a virarem flamenguistas. ''Em casa nós temos de tudo do Flamengo. É desde caneca à bolo de aniversário. É muita paixão'', brincou a mulher, Ana.
Paixão, aliás, é a palavra que mais define o torcedor, mas no caso de Leonice Festras, de 43 anos, o amor pelo time começou com um motivo chamado Rogério Antônio Silva, 39. ''Antes de me casar, eu não entendia nada de futebol, mas agora virei fã de verdade por causa dele'', disse.
Para ninguém sair triste, deu empate. Alegria para corinthianos e flamenguistas.

mockup